Figura de madeira disforme que orna a proa de minha embarcação (Carrancas)

Alimente sua alma no Adobe
Sobre a luz de velas e na fria mesa de pedra negra.
Lá encontra-se, não sei, quem sabe
Um filósofo cuja barba de tão comprida
E grisalha lembra Marx.
Não estou falando de revolução
Apenas do alimento da alma.
Nestas paredes as pedras têm vida
E apascentam nossa dor urbana.

Mergulhei nas águas que descem das serras...
No início as águas lançaram um calafrio no meu corpo
Depois fizemos as pazes.

Subi rapidamente para a superfície
E me perdi com a “fumaça”...
Quando me encontrei estava no Poço da Esmeralda,
E desci corrente abaixo
“Subindo e descendo picos verdes”
Parei no bicentenário Engenho.

Depois de tanto caminhar
Tornei-me um rei nesta solitária Estrada Real.

Submited by

Miércoles, Diciembre 16, 2009 - 23:58

Ministério da Poesia :

Sin votos aún

FranciscoEspurio

Imagen de FranciscoEspurio
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 14 años 20 semanas
Integró: 11/08/2009
Posts:
Points: 450

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of FranciscoEspurio

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Fotos/Perfil 2085 0 2.236 11/24/2010 - 00:45 Portuguese
Ministério da Poesia/General Tentativas inúteis na sacada 0 3.192 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Odisséia 0 2.722 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Dedicada No caminho das pedras brilhantes (São Thomé das Letras) 0 3.545 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O viço dos seios 0 3.384 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención A pele iraquiana 0 2.817 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O revés 0 2.690 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O guardião 0 2.822 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O Demônio Interior 0 2.664 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Morte ao amanhecer 0 2.572 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Death to be born wise 0 2.817 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Dedicada O texto de um pai 0 3.436 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Fantasía Ninfas 0 3.113 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Atado ao Umbigo 0 2.683 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención Pentáculo 0 2.555 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Dedicada Jean Baptiste Grenouille 0 3.269 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O estocástico 0 2.338 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sido Ser 0 2.230 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Grão latente 0 3.588 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O salto das horas 0 3.177 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Segure minhas mãos 0 2.716 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención Decepção da obra e do poder 0 2.875 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General O ensejo da soma 0 2.822 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/General Perdição 0 2.858 11/19/2010 - 19:10 Portuguese
Ministério da Poesia/Dedicada Figura de madeira disforme que orna a proa de minha embarcação (Carrancas) 0 2.784 11/19/2010 - 19:10 Portuguese