O PUMA

Uma noite
no período mais triste da minha vida
Um tempo que a minha memória
quase abandonou
tal era o vazio que acabrunhava
a alma minha
encarcerada na dúvida
presa da melancolia
no terreno em que somente
a dor rondava
e toda caça era dela
Numa trilha
mata a dentro - fiz-me puma
E corri - fera solta
livre e bela
como jamais julguei
que um animal pudesse ser
tão plena sensação de liberdade
Tão corpo e tão espiritual
o êxtase final
de correr sem rumo algum
a noite, a mata, a sombra, o cheiro
o chão veloz, passava por debaixo
de minhas poderosas patas
enquanto o corpo ágil
à requebrar-se satisfeito
no ato da corrida
os olhos postos em tudo e nada
ao mesmo tempo
depois de exausto o corpo,
a consciência retornando
a fera dócilmente me contou
como voltar para casa
com instinto e faro
e assim corremos na floresta
ela e eu
sem nunca mais perder o rumo,
sem nunca mais ser só
feita de dúvida
de posse do caminho
a trilha sempre espera
a noite sempre chega
e a fera sempre vem
tão mansa criatura
levar mim'alma em sua ronda
de toda uma magia insuspeitada
de um animal
que eu não sabia
que morava
dentro do peito meu
aprisionada
e quando eu soube
e ousei torná-la livre
me devolveu o riso e a alegria
pois eu sei e o puma sabe
que sou ele e ele é eu
Eu sei do mundo e ele sabe
da sensação tão simples
de viver em Liberdade!!!

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Jueves, Diciembre 17, 2009 - 19:28

Ministério da Poesia :

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tajmahal

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