ROCHEDO

Amanhã é sombra iluminada de luz nas carências que a alma exige do corpo
que trago ao colo de uma paixão encurralada, num subsolo de duvidas confirmando o meu ideal.

Paixão que há muito não segue a suprema realidade da minha indomável solidão.

Sobrevivo à seca despontada nos meus nulos vigorizados e demasiadamente repetitivos,
desolados em gotas que acumulam nuvens de dor.

Liberdade, planalto varrido por ventos de fogo na franja de uma esperança que absorve o depois.

Saudade devorada de tempo e medo, gozada esperança encontrada num amor tatuado no Sol.

Bronzeado prazer de cada ontem do meu chegar hoje a este cálice de emoções que bebo da poesia.

Colheita de nada, jardim sobre luar que não existe,
esvaziando-me de entrega a esperas que não esperam.

Afiadas garras do rancor sobre o dorso de um rochedo de ausências nas minhas vontades que reclamam poéticas.

Alarmes soam revolta no brilho dos olhos.

Tocado olhar de perfeição que a solidão não completa vociferando o murmúrio de uma alma gémea
que devaneia nas entrelinhas dos versos de paixão.

Desnudo o arbusto da solidão que pende sem eco numa crosta salgada de lágrimas no rosto.

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Sábado, Enero 22, 2011 - 17:56

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Henrique

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Alarmes soam revolta no brilho dos olhos.

Afiadas garras do rancor sobre o dorso de um rochedo

de ausências nas minhas vontades que reclamam poéticas.

 

é sempre com grande emoção e grande prazer que leio seus textos poéticos.

Parabéns por mais uma obra prima.

Abraço.

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