Subentendida equação

Desbravo caminho

pelos cantos da memória

e sinto sangrar

o meu destino

 

Inútil complexidade inexacta...

Na hora do desencanto final

a verdade desnudada

como um número cru e nu

que se revela em evidência

 

Deambular frenético de vida

sonhos de um presente

tornado futuro

e depois passado

e depois memória

 

Do sonho ficará nada

Projecção retrógrada apenas

que me lembrará um dia ter sido

 

Oh presente perfumado

inspirada ilusão

 

Oh futuro

porto de abrigo dos meus sonhos

 

Oh passado

reduto de memória

 

Alegrias e tristezas,

Amores e desamores

Sabor a vida

Substância de vós

 

Atónito,

Arrebatado,

A tudo assisto.

 

Teatro supremo da vida

por onde desfilam sombras

num fervilhar constante de emoções,

 

No silêncio da minha ausência

palavras mudas que ecoam

na plateia em que estou e não estou

 

No momento apoteótico da revelação...

O cerrar das cortinas...

 

E por entre aplausos e apupos

a indiferença de uma equação resolvida.

Submited by

Domingo, Febrero 13, 2011 - 15:04

Poesia :

Su voto: Nada (1 vote)

miguelmancellos

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Comentarios

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Miguel

Para ti só aplausos.

Beijo

Nanda

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Subentendida equação!

miguelmancellos!

destaco estes versos:

 

"Desbravo caminho

pelos cantos da memória

e sinto sangrar

o meu destino"

 

Lindo seu texto, gostei

Meus parabéns,

MarneDulinski

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