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Ana

Qual é o seu pecado por nascer linda e ser triste?
Sua voz é suave e firme
É uma valsa que em minha mente persiste
O mel de seus lábios me envolve
Na brisa do deserto a sua existência é o meu oásis
Agora! Tarde da noite
Sinto-me só
Tive o mundo e conheci o paraíso com o seu amor.

Estou perdido na escuridão de seus longos cabelos negros
És tu pintura inacabada
Impossível terminá-la sem antes conhecer-se a perfeição
Composição sem fim
Que excita o poeta ao criar um canto
Inspirado em vós
Deixa-o louco e o mesmo cai na morte
Por usar todo o seu coração
Que em vão lutou, sangrou
Sem se quer causar o mínimo, o mínimo de significado
Da inigualável beleza deste ser que a cada dia
Lança uma adaga de seu irresistível toque em meu peito.

Quando estou em seus braços tu és o meu templo
Quando tenho seus carinhos sou rico
Quando ouço o som de sua voz sou maestro
Quando sinto o calor de seu corpo no meu corpo sou o tudo
Quando estou te amando sou sonhador
Quando entregas-te ao meu prazer sou eterno.

Deixe-me perdido neste verde de seus olhos...
Mas não termine assim,
Do jeito que começou.
Fomos fracos, mas tornamos-nos fortes
Por acreditar que é possível encontrar-nos
Mesmo depois da morte
No mar negro que levam-nos em nossos barcos de indiferenças.

Um suspiro...
Palavras Ana! São só palavras
Quando não compreendidas.

O seu silêncio fere-me
Não tenho o dicionário que possa mostrar-me
A maneira correta de escrever o seu amor,
Mas busco o significado com os erros
Sem saber que um dia acertarei.

Ainda hei de conseguir encontrar o seu maior presente
Quando tudo em volta de esvair... Inclusive eu
Aí sim, suas lágrimas cairão.
A dor é o maior sentimento... A dor do amor.
Lembraras de palavras... Inclusive destas palavras
E o meu maior sentimento será persistir
E persistir eternamente no fundo deste coração
Que um dia chorou as lágrimas de diamante
Que sentiu o amor de um verdadeiro amante
E encontrou o fim como sua maior dádiva
Por viver e ver
Que viveu cega
Que morreu e eternizou seu amor em suas memórias.

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quarta-feira, dezembro 16, 2009 - 21:18

Ministério da Poesia :

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FranciscoEspurio

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