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Auto-ajuda

Se toda a gente ajudar os outros
Deixa de haver quem precise de ajuda.
Se ninguém ajudar os outros
Deixa de haver alguém para ajudar.

Quando não houver ninguém, também não há
O eu existe seguido de tu, ele, nós, vós,
Quando não houver ninguém para ajudar
E só restar eu, eu serei toda a gente
E quem ajuda toda a gente
Se não há ninguém a quem ajudar?

Se o surdo vir pelo cego
E o cego falar pelo mudo
E o mudo ouvir pelo surdo
Todos têm cinco sentidos.

Mas se eu restar e for cego
Quantos sentidos tenho eu?

Se se ajudar quem humilhar
Se se amparar quem ofende
Se se apoiar quem discrimina
Se se aconchegar quem assassina
Se se curar quem magoa
Apesar de tudo, de punhos cerrados,
Como persiste a crueldade
Se não tem a quem infectar?

E se o planeta inteiro for feliz
Não há nuvens sobre a minha casa.
Mas se toda a esfera for nevoeiro
Não há abertas felizes ao meu telhado.

Porque colhendo sorrisos
Evitam-se tempestades
Mas mesmo atiçando trovões,
Vai haver sempre quem saiba sorrir.

De que serve o mundo se for cinzento?
De que serve a vida se for triste?
De que servimos nós sem os outros?
De que servem os outros chorando?
O que faremos nós sós?

Quando ninguém precisar de ajuda
Ajudando nunca estaremos sós.

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segunda-feira, dezembro 7, 2009 - 23:25

Ministério da Poesia :

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GBala

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