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D. João II

Os dois passámos o cimo da ponte
Em bicos de pé em vagas de metal
Em tua graça de te debruçares
Sobr’o Dourado rio horizonte

Rumando sem rumo ao sol outonal
Descendo, halo espalhado nos mares

Não havia margens no rio d’ouro
Estendia-se pelo fértil vale
Dos sonhos sem montanhas; inundando
As comportas de coração tesouro

Baú de moedas de sol parcial
Por teu sorriso o vir ofuscando

Há gaivotas velejando o vento
Salgado, vislumbrando a liberdade
Que rindo emanas de olhos brilho
Tua voz de foz suave sustento

Atlântida é tua se vontade
Livre de lá crescer imenso milho

E o rio em nós a gorgolejar
A cidade movimento arfando
Pessoas passando num assobio
E tu na ponte correndo a cantar

O coração de ferro ribombando
Deleite quente e um arrepio

Oh, como à ponte não queria ver fim
Como não chegar às casa caídas
Pintando no colina nostalgia
De cores humanas e compaixão sim

Tão belas assim paredes ruídas
Tapadas por silvas, véu de magia

Muralhas antigas de tempos sombrios
Escadas vazias de pedra partida
Tons tantos em tantas paredes meias
Ruas curtas, braços dados esguios

A história ao teu lado é vivida
Escrita no rio que corre nas veias

Este Douro é a tua aorta
A dádiva que me deixo fascinar
É inefável, inebriante
A imagem que o sol te exorta

Pele alva pura, cabelos dançar
Negros ao vento teu, lábios amante

Paraste o tempo, ninfa Joana
O porvir é a ponte e o amor que o mar emana.

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quarta-feira, dezembro 9, 2009 - 23:31

Ministério da Poesia :

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