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Bebê de Ferro

Ouço o sol em seu calor cansado pressagiar o entardecer
Transfigurando o dia num cenário inspirador.
Abro as cortinas de minha visão, para gravar esse esplendor.

Minha garota agora dorme um sono dourado,
Ás vezes sobre a serra, às vezes na margem do rio.

Olhamos para a vida,
Mas a vida sempre está a nos olhar.

Montamos na calda da cascavel
E cavalgamos até chegar ao Bebê de Ferro.
Longas milhas sobre a luz do luar.

Ela me conhecia e sabia o que falar
Oh! Sempre tínhamos o que falar!
Só que vieram as nuvens cinza
Rompendo as janelas do céu.
Os pingos da garoa molharam as palmas de nossas mãos.
Devorando...
Consumindo...
Destruindo o Bebê de Ferro.

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quarta-feira, dezembro 16, 2009 - 22:11

Ministério da Poesia :

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FranciscoEspurio

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