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Caminhos

Longas caminhadas
Longos caminhos
Longos instantes
Dos quais não me recordo bem.

Belas são as paisagens que vejo
Os sorrisos que sem querer compartilho
E as breves horas que sem saber anseio.

Perco-me fazendo parte das coisas:
Das nuvens, do vento, do chão...
Despeço-me separando das coisas:
De mim, de você e do que fui então.

Padeço-me desta angústia reprimida
Deste desejo calado
Da humanidade perdida
E deste solo rachado.
Caminhos, para que caminhos?

Depois de tanto andar
Verás que a chegada não é boa:
Olharás para trás e verás histórias
Olharás para frente e não verás futuro.

Caminhos, para que caminhos?

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quarta-feira, dezembro 16, 2009 - 23:06

Ministério da Poesia :

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FranciscoEspurio

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