CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Uma Véspera de Reis - Cena XI
Cena XI
Alberto e Bermudes
(Bermudes senta-se junto à mesa: pega num álbum, deita os óculos e começa a folheá-lo. Alberto sai do esconderijo.)
Bermudes (Examinas as fotografias.) - Este é Sua majestade... É um imperador bem bonito! Está acabado... Pois olhem que é mais moço do que eu... (Folheia.) Aqui estão o compadre, a comadre, a Milu e o meu afilhado... Está muito bom este grupo... A comadre é que não está muito parecida, não. O Antonico, está um homem! Deus queira que faça alguma coisa lá pela tal escola lipotécnica...
Alberto (Aproxima-se pé ante pé de Bermudes, tapa-lhe os olhos e disfarça a voz.) - Quem sou eu?
Bermudes - Oh! Oh! não aperte tanto! Sei lá quem é! Veja que o senhor está enganado: eu não sou o compadre; isto é: sou o compadre, sim, mas o compadre do compadre! Largue-me, senhor! e esta! Será algum maluco?
Alberto (Com voz natural.) - Então já adivinha?
Bermudes - Que ouço!... Que vejo!... (Ergue-se admirado e contente.) Pois tu... mas tu... oh! tu...
Duetino
Bermudes - - Corre a meus braços!
Alberto (Abraça-o.) - Aqui me tem!
Bermudes - - Oh! meu Deus, isto faz tanto bem!
(Abre de novo os braços.) Novos abraços!
Alberto - - Aqui me tem!
Bermudes - - Como estou satisfeito!
Alberto - - E eu também!
Bermudes - - Mais um abracinho!
(Mesmo jogo de cena.)
Alberto - - Aqui estou eu!
Bermudes - - Oh! meu Deus, que de bens isto faz!
Oh! meu sobrinho!
Alberto - - Oh! tio meu!
Bermudes - - Quanto estou satisfeito!
Alberto - Eu ‘stou mais!
Bermudes - Mas como diabo achas-te aqui?
Alberto - Vim seguindo-o: vossemecê vinha adiante; eu vinha atrás; até que afinal vi-o entrar para cá; esperei-o, a ver se saía; mas como vi entrarem as bagagens, disse: Bem, ao que parece, vai o homem hospedar-se ali...
Bermudes - Bem mostras que tens cabeça; sais a teu pai que, para ir a qualquer parte, bastava que lhe ensinassem o caminho. Eu ia para o hotel, para de lá procurar-te e morar contigo... Onde moras tu agora?
Alberto - No beco do Tira-chapéu... numa república.
Bermudes - República?!
Alberto - É uma espécie de Boêmia...
Bermudes - Boêmia?...
Alberto - É uma espécie de república...
Bermudes - Ahn.. (À parte.) A explicação foi bem dada, mas eu fiquei na mesma...
Alberto - Mas, afinal de contas, por que não foi morar comigo?
Bermudes - Encontrei o compadre, que obrigou-me a vir para cá. Mesmo porque, em casa do compadre estou melhor do que numa... como chama?
Alberto - República.
Bermudes - Mas que diabo quer dizer uma república?
Alberto - É uma espécie de...
Bermudes - ... de Boêmia. Estou ciente. Cá recebi, não havia pressa! (À parte.) Isto é por força nome de mezinha...
Submited by
Poesia Consagrada :
- Se logue para poder enviar comentários
- 651 leituras
other contents of ArturdeAzevedo
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia Consagrada/Soneto | Eterna Dor | 1 | 2.538 | 10/20/2020 - 20:06 | Português | |
|
|
Fotos/ - | Artur de Azevedo | 0 | 2.265 | 11/24/2010 - 00:37 | Português |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Intodução | 0 | 2.594 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena I | 0 | 2.764 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena II | 0 | 3.063 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena III | 0 | 2.818 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena IV | 0 | 2.668 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena V | 0 | 2.688 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena VI | 0 | 2.327 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | Amor por Anexins - Cena VII | 0 | 2.581 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Segundo - Cena VI | 0 | 1.520 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Segundo - Cena VII | 0 | 1.380 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Segundo - Cena VIII | 0 | 2.136 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Segundo - Cena IX | 0 | 1.551 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena I | 0 | 2.301 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena II | 0 | 2.136 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena III | 0 | 2.360 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena IV | 0 | 2.394 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena V | 0 | 2.348 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena VI | 0 | 2.609 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena VII | 0 | 2.220 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena VIII | 0 | 2.255 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Terceiro - Cena IX | 0 | 2.045 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Primeiro - Cena II | 0 | 1.532 | 11/19/2010 - 16:53 | Português | |
| Poesia Consagrada/Teatro | A Jóia - Ato Primeiro - Cena III | 0 | 1.647 | 11/19/2010 - 16:53 | Português |






Add comment