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CRÍTICA

Senti-me muito aflito
Por sentimento contradito
Quando erudito ser
Censurou-me em parecer

Queria eu escrever poemas
Sem regras, condições ou lemas
Mas o egrégio comentário
Teve efeito temerário

Não sabia se escrevia
Pois a dúvida me enchia
Se do ilustre erudito
Teria sanção o meu escrito

Homem douto e bem sabido
Experiente e muito lido
Disse o que para ele seria
A boa poesia

Em seu sublime glossário
Descreveu o inventário
Da herança que do poeta exigia:
Academia e literária fidalguia

Logo eu, um mediano
Cidadão brasiliano
Como me atreveria
A escrever poesia?

Então me veio de súbito
A voz como dirigida a um púlpito
A cortar como um aparte:
Ora, a poesia não é arte?

Se ela então é arte
Aqui ou em qualquer parte
É a beleza quem dita
O interesse de quem a fita

Não desprezo o doutorado
Com esforço conquistado
Nem tributo ao memorável
O título de descartável

Mas a beleza é ponto de vista
E tanto faz ao analista
Se um poeta é douto
E assim não é o outro

Por isso falo mais um pouco
Ao mediano e ao douto
Que da poesia a destreza
Não é maior que a beleza

Retomado assim meu brio
Que esteve por um fio
Digo com toda singeleza:
Continuo poeta, e poesia é beleza

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terça-feira, maio 17, 2016 - 02:59

Poesia :

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Marcio de Assis

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