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MINHAS MADRUGADAS
Acordo na madrugada
Quando às vezes morre o sono
Tanto faz, não tenho plano
Tampouco hora marcada
Busco a palavra rimada
Que o silêncio manifesta
Através de alguma fresta
Dizendo sem dizer nada
O dia aos poucos clareia
Um novo ar eu respiro
A noite volta ao retiro
Barulho tece a sua teia
Na cabeça relampeia
Coisas antigas lembradas
Nessas minhas madrugadas
Em que o sabiá gorjeia
Enquanto o meu tempo encolhe
Primavera ao dia aumenta
E o Sol que cedo me aquenta
Bem mais tarde se recolhe
É a natureza que escolhe
As madrugadas pra mim
Como a colheita do fim
Que ninguém planta, mas colhe.
SÉRGIO DA SILVA TEIXEIRA
BAGÉ/RS/BRASIL.
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