CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Estar sem estar

E vejo da calçada...

Vários ratos mecânicos de aço de cores
Correndo freneticamente pelo lodo negro asfalto.

Esta cidade está suja de pessoas
De máquinas, hotéis e desejos.

A ambição culpa os motivos...
Nem esperamos mais do jeito que
Temos que esperar
Nem choramos do jeito que
Devemos chorar
Ou sorrir ou sumir ou ser
Estar conseguir lutar.

Assassinamos mais e mais
As coisas que ainda são coisas.
Procuramos chamas fugidias
Escondidas por detrás dos sopros
Conduzidas por ventos e brisas.

Aqui, sem estrelas o céu é mar negro
Aqui, sem ninguém de tanta gente
De tanta gente, que não vejo ninguém
Só sinto cheiros e pensamentos atravessando pistas
Ratos que levam ratos nas máquinas
Que são
Canetas correndo e deixando para trás palavras,
Línguas caminhando pelos lábios da boca,
Vozes traduzindo sentimentos utópicos.

Um sentimento pagão quis chamar-se amor
Redescobrindo novas formas das velhas formas.
Nossa Terra está presa num cata-vento,
Nós somos “a criança” a segurá-la
O universo é o vento a girá-la.

De tarde o pai infinito nos bate
E nos tranca em nossos quartos
Para dormirmos na tentativa de sonhar.

Ainda estou tentando voar
Para longe de tudo que existe
De tudo que é normal,
Talvez tentando ser um livro
Ou um poema pobre, sem graça...
Envergonhado de tão seco
Envergonhado de tão tímido
Envergonhado por não acreditar em si.

Submited by

terça-feira, dezembro 15, 2009 - 21:05

Ministério da Poesia :

No votes yet

Alcantra

imagem de Alcantra
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 11 anos 15 semanas
Membro desde: 04/14/2009
Conteúdos:
Pontos: 1563

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Alcantra

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Geral Impressões 2 1.473 03/16/2011 - 15:55 Português
Poesia/Desilusão Num bar 4 1.570 03/11/2011 - 22:08 Português
Poesia/Geral Rubra Janela da tarde 4 1.291 03/03/2011 - 00:19 Português
Poesia/Tristeza Assaz lágrima ao soluço 1 1.571 02/22/2011 - 14:57 Português
Poesia/Geral Tume(facto) 1 2.475 02/11/2011 - 00:49 Português
Poesia/Geral O sonho é a visão do cego 0 1.628 02/08/2011 - 14:53 Português
Fotos/Pessoais Livro Histórias de Ninguém 0 2.629 02/07/2011 - 17:29 Português
Poesia/Geral Pelouros pupilais 0 1.443 02/04/2011 - 21:27 Português
Poesia/Geral Sede dos corpos 0 1.972 02/04/2011 - 14:45 Português
Poesia/Geral Pés em fuga 0 1.885 01/31/2011 - 14:21 Português
Poesia/Geral Títulos Quebrados 0 1.629 01/27/2011 - 15:52 Português
Poesia/Geral As trincas 0 1.880 01/20/2011 - 15:18 Português
Poesia/Geral Bocas que sangram 1 1.530 01/13/2011 - 00:51 Português
Poesia/Geral Desnudo 2 1.857 01/10/2011 - 23:14 Português
Fotos/Pessoais Quem acolhe este lugar 1 5.328 01/07/2011 - 00:53 Português
Poesia/Geral Ode ao ego 2 1.654 01/05/2011 - 23:39 Português
Poesia/Geral Avenidas de mim 4 1.832 01/05/2011 - 23:36 Português
Poesia/Geral De viés 1 1.362 12/28/2010 - 21:30 Português
Poesia/Erótico Lábios às costas 0 2.681 12/23/2010 - 14:29 Português
Poesia/Geral Vírgula Et Cetera 0 1.558 12/20/2010 - 11:15 Português
Poesia/Geral Tacto dulcífico 1 2.210 12/16/2010 - 19:33 Português
Fotos/ - 3173 0 2.657 11/24/2010 - 00:54 Português
Fotos/ - 2417 0 2.517 11/24/2010 - 00:48 Português
Fotos/ - 2419 0 2.729 11/24/2010 - 00:48 Português
Fotos/ - 2420 0 3.027 11/24/2010 - 00:48 Português