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Títulos Quebrados

Sugaram todo o sangue de meu corpo
Secaram minhas veias
Assim, assumo minha face
Sem essência ou sonhos
Sem nuances ou vulnerabilidades.
Deixo a dó para os tolos
Que só enxergam delírios
Que só farejam sombras

Não sou feito de abraços

Alicerce fim de maré
Num caminhar de sábado
Pelas ruas de domingo

Noite montada na lua
Frase engasgada em língua
Sonolência triangular de quina parede
Ruído sono, sonho alçado
Abrir flor-aço com as mãos da manhã
Tristeza choca mole de vento em luto

Coisas que pendem
Coisas pendidas
Pendem pendidas coisas largadas pelo cair

Assombrar minha existência...
Ver, ver até piscar
Piscar, piscar até fitar
Fita, pisca glândula do olho
No caixão crânio

E ela era um anjo...
Distorcido ano sem alcance
Astuto fino partido perdido
Afundado beijo na areia do rosto
Na água da boca
Em profundezas de desejos.

Todas as ruas atravessam vidas
Embicadas lanças de satisfação.
Todas as vidas atravessam avenidas de vácuos
Tombando pescoços em doses de reação.

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quinta-feira, janeiro 27, 2011 - 15:52

Poesia :

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Alcantra

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