Bato à porta...

Se eu bato a porta...
Minh’alma filtra emoções
E lindos sentimentos,
E desagua feito versos,
Se eu bato a porta
Ela me banha em rimas,
Me afogando em letras,

E feito pisca-pisca ela
Chama, chama...
Sem descanso, sem trégua,
Feito ela pelo tempo,
Inspiração, doce faceira
Surge abrasadora...
Dando-me voz aos versos calados,
Derramando o milagre em mim
De dar vida as rimas desertas
Mortas ainda... Inexistente

E uma voz lhe da folego brando,
E numa existência se arremessa
Com toda uma gloria e pompa
Iluminando com todo o requinte,
Com seu tom de relíquia,
Gracejando e reclinando
Sobre o berço da historia,

Jubilosa, rouba o brilho das estrelas
E impregna as íris do meu olhar,
Ela desagua sem pudor ou timidez,
Ela cega seus servos
Com um tal grau de teor...
Com seu esplendor...
Que depois de provar seu néctar
Nunca mais quer ausentar-se
Da sua voluptuosa conquista ,

Acelerada não para, não cala
Quer mais e mais de seu escravo,
Usurpando assim mero mortal
E o endeusando, o toma de si
O imortaliza, o eterniza,
Inspirada, Ela se lança candente,
Apossando-se tão completamente
Da até então, miserável existência,

Não pede licença pra chegar
Só chega pra arrasar... Detonando
Com seu então escravo apaixonado,
Fiel devotado, viciado em seu encanto,
Que quando no auge de uma gloria...
Emprestada, temporária, financiada,
É roubado da face da terra,
O guardando no baú da historia,
Overdose de encanto e doce triunfo,

Apresentado e aplaudido
Entre os séculos por distintas gerações,
Eternizando-o herói, eternizado Poeta...
Pois sabe bem, que morra cedo herói
Ou viva pra encontrar um fracasso,
Então manipulado pela gloriosa inspiração
Poeta é guardado por uma eternidade,
Lembrado Bardo apaixonado...
Doutor das lindas emoções...
Promovido pela majestosa inspiração
Recolhido e titulado
Poeta... poeta... poeta.

Se eu bato a porta ela me acolhe
Poe voz as frases esquecidas
Da voz as palavras não criadas...
E no fim, berço acolhe 
Guardando entre os séculos
Glorioso, gloriado pela eternidade
Pelo poder Inspirado Poeta.

Mas bato à porta, e que me leve
Desde que faz gritar em mim
Sua fleuma e cantar em meus lábios
Teus gozos... Doce ventura
De poetizar... E eternizar Poetisa.

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Friday, March 9, 2012 - 03:17

Poesia :

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