“De Mim, Fundo No Olhar”

És tudo? – Perguntei ao novo dia.
- Não sou nada; sou apenas a madrugada.
- Os ecos chegam do horizonte, da melodia;
Enquanto, sentimentos, baralham a encruzilhada…

Vi-te, em quatro caminhos estirados;
Para as distâncias, que me pudessem guiar…
Três rectas, nos passos envenenados
E só uma é percorrida, até que a saiba encontrar…

Bati no peito, de encontro às costelas;
Abri sentidos, dançando dentro delas,
Ao som da escravidão, de mim, fundo no olhar…

Qual contemplo, insiste, nas minhas janelas?
Que em cada flor resiste o traço das coisas mais belas…
Se ao peito sobe, a nobreza e lhe dá o cheiro a mar…

Submited by

Thursday, October 18, 2012 - 23:47

Poesia :

Your rating: None (2 votes)

antonioduarte

antonioduarte's picture
Offline
Title: Moderador Poesia
Last seen: 1 year 22 weeks ago
Joined: 01/09/2010
Posts:
Points: 2570

Add comment

Login to post comments

other contents of antonioduarte

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Meditation Tempo tem de comer 1 3.032 05/02/2010 - 17:14 Portuguese
Poesia/Meditation Meu Destino 1 3.166 05/02/2010 - 17:12 Portuguese
Poesia/Love Poêma 1 3.003 05/02/2010 - 16:30 Portuguese
Poesia/Sonnet Balada que não parece 2 4.260 04/14/2010 - 17:37 Portuguese
Poesia/Aphorism Basta-me Apenas Respirar 1 4.425 04/13/2010 - 04:15 Portuguese
Poesia/Disillusion Quem me ouve falar tambem 2 2.954 04/12/2010 - 16:36 Portuguese
Poesia/Aphorism Grades 4 2 3.837 04/12/2010 - 16:34 Portuguese
Poesia/Aphorism Grades 3 1 3.735 04/12/2010 - 16:34 Portuguese
Poesia/Dedicated O mundo do artísta 2 3.600 01/20/2010 - 02:41 Portuguese