A Odisseia

E... Sem remorso,
ampute o desprezível.
Comece pelos: - "eu não posso...
eu não consigo...” -
Há quem pularia se a felicidade
fosse um abismo.

Volta o disco!
Quando juntei
os hemisférios.
Tomei
choque no cérebro.
Tornei-me Homero.
Do nada ao universo.

Estórias
jogadas ao acaso.
Versos conjugados agora.
Repentinamente, não é mais
como fora outrora.
Desde que abriste
a caixa de Pandora.

Intrigante alerta,
a esperança está presa
e anexa
nas tristes conversas céticas.
Nos lampejos, vislumbro:
the freak,
o possuidor-de-mundos.
Grande, largo, profundo.
Entre o Caos e o Submundo.
Não se encerra a Odisséia.
Personagens, palcos, platéias...
Enredo sem prévia de estréia.

Entendam que nessa guerra,
podem fuzilar-me com olhares
glaciais.
A armadura de Hefesto é eficaz.
Essas flechas labiais,
o calcanhar de Aquiles,
já não acertarás.
Durante o eclipse,
tornei-me esfinge.
No RAP, devorei meretrizes
que defecam no MIC.
Pseudos mc’s. Fraudes,
que atrapalham o orgasmo musical
com fonemas de diarréia cerebral.

Vocês podem ser maioria,
mas, as pedras estão
em minhas mãos.
E, não erro a pontaria.

Enganei as Moiras,
roubei o fio da vida.
Quem disse que o Bruno,
no parto morreria?
Jamais saberão quando
terminam meus dias!
Metamorfoses do Sátiro.
O ideal nunca atrofia.
Em vinte e quatro horas de escrita.
Recitando poesia,
até o Olimpo, eu derrubaria.

E... Sem remorso,
ampute o desprezível.
Comece pelos: - "eu não posso...
eu não consigo...” -
Há quem pularia se a felicidade
fosse um abismo.

II

Perante Nix,
Não se iluda
com a Medusa
disfarçada de Afrodite,
E quando olhar em seus olhos... Vichi!
Tuntum, tuntum.
Coração petrifique.
Só Eros para induzi-los
a tamanhas tolices.

Sei quem gargalhava,
enquanto estava
com síndrome
de obra inacabada.
Da ribalta observei
seu semblante de frustração
ao ver-me tendo um
ataque de inspiração.

Zé povinho, é uma espécie de Hidra,
com máscara simpática.
Por onde passa,
exala opiniões mortíferas.
A cada
cabeça cortada,
surge uma nova com dez línguas,
para falar da sua vida.

Quando chegardes ao apogeu,
perceberá que não há paz
nem nos braços de Morpheus.
Sou um anjo decaído,
agora canonizado
por ter ido
e voltado
do Tártaro.
A vitória é um banquete
dos deuses por mim degustado.

E... Sem remorso,
ampute o desprezível.
Comece pelos: - "eu não posso...
eu não consigo...” -
Há quem pularia se a felicidade
fosse um abismo.

Bruno Sanctus.

Submited by

Friday, November 15, 2013 - 15:53

Poesia :

No votes yet

Bruno Sanctus

Bruno Sanctus's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 10 years 15 weeks ago
Joined: 04/14/2013
Posts:
Points: 299

Add comment

Login to post comments

other contents of Bruno Sanctus

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Sadness Van Gogh 0 785 06/10/2013 - 04:56 Portuguese
Prosas/Thoughts Natimorto 0 909 06/04/2013 - 22:40 Portuguese
Prosas/Thoughts Golem 0 774 06/04/2013 - 22:39 Portuguese
Poesia/Thoughts Destino 0 747 05/27/2013 - 16:02 Portuguese
Poesia/General Dionysus 0 690 05/27/2013 - 15:54 Portuguese
Poesia/Erotic Tentação 0 594 05/27/2013 - 15:52 Portuguese
Poesia/Disillusion Can U Feel My Pain? 0 580 04/14/2013 - 16:12 Portuguese