Tod’a poesia acaba em silêncio
Toda a poesia acaba em silêncio,
Porque nasci ou como morro ignoro,
Não consigo definir começo ou fim,
Ind’a assim deixo descrito o lento voo
De uma ave de pena e louça que
Dentro trago, ainda que seja desculpa
Pra não levantar voo como quereria,
Assim também a mim ele me mente
Tal como um objecto abandonado
Sem vontade dentro, assim me sinto,
Preso aos sapatos e ao ponderável
Peso terreno, onde moro desde que
Me conheço, capaz de escutar o silêncio
De um baloiço, ver magia onde tem feitiço
De galinha morta, ouriço no meio da rua
Me lembra afago, suave tudo quanto oiço
E o silêncio num búzio lembra-me mar,
Não sei que ideia esta de mansidão,
Pedaço de espelho quebrado que mente
Cortado p’la metade, terça-parte é céu,
Tod’a poesia acaba em silêncio, o meu
Começa onde esta se cala, pois me continuo
No que não tenho, luar ou uma estrela
Tão vaga quanto o meu passar passou,
Suave quanto o que me ouço, nada
Que seja meu, imito apenas do silêncio o som,
Pois o céu é na Terra e o quem sou
Não interessa, pena, louça e culpa …
Joel Matos (03/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
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Comments
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Não a toa
O silêncio é guardião de infinitas palavras.
obrigado por tão eloquente
obrigado por tão eloquente silencio
Coment atrasado
Assim levo vida boa,
displicente e feliz.
Então, me chamam de à toa*,
Mas foi assim que Deus quis.
E, pra não ficar calado:
- Mais à toa é quem me diz!
J. Thamiel
Guarulhos, 18.12.2015
18:36h
(* à toa=Neste caso como está sendo usado como substantivo,
não sei se está correto o uso da crase, ou se tem hífen)
Me ajudem = aceito esclarescimentos!
https://www.worldartfriends.com/pt/club/poesia/sou-%C3%A0-toa-me-ajudem
Amigo Joel, fui verificar e está correta a forma sem hífen, no sentido de `vagabundo`, sem ocupação,sem rumo. Obrigado pelo comentário. Desculpe não ter visto antes.
bem haja amigo, não temos de
bem haja amigo, não temos de pedir desculpa por nada deste mundo, tudo está correto para a poesia
Suave quanto o que me ouço,
Suave quanto o que me ouço, nada
Que seja meu, imito apenas do silêncio
, imito apenas do silêncio o
, imito apenas do silêncio o som,
Pois o céu é na Terra e o quem sou
Não interessa,
Tod’a poesia acaba em
Tod’a poesia acaba em silêncio, o meu
Começa onde esta se cala,
E o silêncio num búzio
E o silêncio num búzio lembra-me mar,
Não sei que ideia esta de mansidão,
Tod’a poesia acaba em silêncio
Toda a poesia acaba em silêncio,
Porque nasci ou como morro ignoro,
Não consigo definir começo ou fim,
Ind’a assim deixo descrito o lento voo
De uma ave de pena e louça que
Dentro trago, ainda que seja desculpa
Pra não levantar voo como quereria,
Assim também a mim ele me mente
Tal como um objecto abandonado
Sem vontade dentro, assim me sinto,
Preso aos sapatos e ao ponderável
Peso terreno, onde moro desde que
Me conheço, capaz de escutar o silêncio
De um baloiço, ver magia onde tem feitiço
De galinha morta, ouriço no meio da rua
Me lembra afago, suave tudo quanto oiço
E o silêncio num búzio lembra-me mar,
Não sei que ideia esta de mansidão,
Pedaço de espelho quebrado que mente
Cortado p’la metade, terça-parte é céu,
Tod’a poesia acaba em silêncio, o meu
Começa onde esta se cala, pois me continuo
No que não tenho, luar ou uma estrela
Tão vaga quanto o meu passar passou,
Suave quanto o que me ouço, nada
Que seja meu, imito apenas do silêncio o som,
Pois o céu é na Terra e o quem sou
Não interessa, pena, louça e culpa …
Joel Matos (03/2018)
http://joel-matos.blogspot.com