Confissão
Confesso que tenho receio
Que a terra me devolva a vida
Essa que existiu outrora…inconfessável
Finda de figuras,
Insignificante em amarguras
Confesso até ao último gemido
Que plagiei teu coração
Em cânticos sangrentos
Celebrados entre o ódio e a paixão
Confesso que desejei tua morte
Como suporte de manter o norte
Ajoelho, uno as mãos e confesso
Que pecado te ter pretendido
Que desagrado te ter desposado
Que tortura iludir-me com tua existência
Confesso à minha alma
Que a vida termina em ti
E se anuncia em mim
A perplexidade
A Lua Nova
A contemplação
A imensidão do céu em forma de estrela
O poema em tons de alfazema!
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Friday, January 1, 2010 - 12:29
Poesia :
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Comments
Re: Confissão
IsabelPinto :-)
Este poema está sublime!!!
Li, reli,e li!!
Levo comigo!
Beijo-luz
da fã!...
mm
Re: Confissão
Isabel Pinto.
Um poema carregado de desilusões, como o mal;
mas o remédio confesso num novo amanhecer.
Meus parabéns.
Bjs. Ulysses
Re: Confissão
Algo de mágico, não sei explicar...
Mas deixei-me levar pelo poema, pelo seu ondular!
Gostei muito...
Beijinho!
Re: Confissão
O receio que a vida retorne a nós, que gire somente em torno do inconfessável.
"Confesso à minha alma
Que a vida termina em ti
E se anuncia em mim"
E em qual das vidas o pecado é maior?
Confesso que é mto bom ler-te
Adorei
bjos
Re: Confissão
No início e no começo somos a existência num Universo translúcido.
Destaco:
"Confesso à minha alma
Que a vida termina em ti
E se anuncia em mim"
Adorei o teu poema
Feliz 2010
Matilde D'ônix
Re: Confissão
LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
A perplexidade
A Lua Nova
A contemplação
A imensidão do céu em forma de estrela
O poema em tons de alfazema!
MEUS PARABÉNS A VOCÊ!
Marne
Re: Confissão
Um desabafo sentido, mas também a perspectiva de um novo
caminhar nessa vida que se anuncia...
Votos de um Ano de glórias pra ti
Beijo