Quando o tempo parou
Os dois acabavam o fim de tarde, á beira mar. Contemplando abraçados, como bons amigos que eram, os vôos das gaivotas, em circulos incertos.
Maria, de rosto livido e tez branca,. Hugo de cabelo farto e pele morena.
Conheceram-se havia dois anos, mas nada sucedera. Maria era divorciada e Hugo seu camarada, amigo confidente, solteiro.
Subitamente do céu caiu, grande chuvada. De repente, sem avisar, os dois perdidos a olhar.
Como animais em fuga de um tiro, ao som do trovão, procuraram abrigo.
Maria trazia uma blusa branca, com decote apertado. Hugo, uma camisa, a ver-se pelo farto, do peito.
Uma rocha serviu de abrigo, para os dois que tremiam de frio.
Pela primeira vez Hugo , viu-a com outros olhos. Ela molhada de blusa caiada, colada.
Os bicos dos seios, dançavam em loucos devaneios nos olhos dele.
Ela olhou-o nos olhos, a tremer, não sabia se de frio, se de nervosismo.
A mão dele no cabelo dela, castanho, molhado, tocado por ele.
Os labios jutos, num silencio compremetdor, um beijo revelador.
Resvala a mão dele, no peito dela, sente a ausencia de sutia, os peitos reveladores da caricia do toque.
Parou o tempo naquele momento, em tão loucas caricias, em tao longos beijos.
-Possui-me! - revelou ela
-Aqui?
-Agora.
-Podem ver!
-eles que se vão f...
-Maria
-Hugo
-Perco-me em ti.
-Quero-te a ti
Dois corpos na areia molhada, sobre uma chuva potente, e ela que estava tao carente, a ele se entrega demente.
Os dois fundidos, agora que o tempo parou, abraçados e metidos, agora que a razão cesou.
Foi um inicio de uma vida feita pela base a amizade, em areias amados.
Submited by
Prosas :
- Login to post comments
- 1813 reads
Add comment
other contents of Mefistus
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Aphorism | Orvalho e Jasmim | 7 | 872 | 10/12/2009 - 13:53 | Portuguese | |
| Prosas/Tristeza | Vicio Letal | 4 | 1.648 | 10/11/2009 - 10:53 | Portuguese | |
| Poesia/Sonnet | De repente | 9 | 1.355 | 10/11/2009 - 10:18 | Portuguese | |
| Poesia/Song | A Puberdade | 9 | 2.161 | 10/09/2009 - 16:02 | Portuguese | |
| Prosas/Tristeza | Aguenta... | 2 | 2.214 | 10/09/2009 - 15:27 | Portuguese | |
| Prosas/Ficção Cientifica | A Luz das Estrelas- Mefistus | 2 | 1.812 | 10/09/2009 - 08:50 | Portuguese | |
| Prosas/Romance | Quando o tempo parou | 4 | 1.813 | 10/09/2009 - 08:47 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | Pescador | 9 | 1.173 | 10/09/2009 - 08:32 | Portuguese | |
| Poesia/Aphorism | O dia em que o Santo caiu | 6 | 1.097 | 10/08/2009 - 16:52 | Portuguese | |
| Prosas/Drama | Joana Simões e o Carteiro Nereu | 2 | 1.602 | 10/08/2009 - 16:25 | Portuguese | |
| Prosas/Thoughts | Não sei muita coisa da vida | 6 | 1.485 | 10/08/2009 - 16:23 | Portuguese | |
| Poesia/Poetrix | Estranhamente... | 5 | 1.886 | 10/08/2009 - 15:21 | Portuguese | |
| Poesia/Gothic | Carrasco | 8 | 1.220 | 10/07/2009 - 21:03 | Portuguese | |
| Poesia/Erotic | A tensão da Tesão | 7 | 1.158 | 10/07/2009 - 15:07 | Portuguese | |
| Poesia/Comedy | Ai amor, Vou para a Guerra | 5 | 1.578 | 10/07/2009 - 14:45 | Portuguese | |
| Poesia/Haiku | Andarilho | 9 | 1.575 | 10/07/2009 - 09:15 | Portuguese | |
| Poesia/Passion | Creio | 5 | 1.306 | 10/07/2009 - 09:10 | Portuguese | |
| Poesia/Disillusion | Cachorro no teu afecto | 8 | 2.471 | 10/07/2009 - 09:07 | Portuguese | |
| Prosas/Contos | Um dia..(o Ultimo) | 2 | 1.245 | 10/06/2009 - 15:42 | Portuguese | |
| Prosas/Saudade | Sabes Amigo | 2 | 1.942 | 10/06/2009 - 13:21 | Portuguese | |
| Prosas/Contos | Longa se Torna a espera | 0 | 1.648 | 10/06/2009 - 13:13 | Portuguese | |
| Poesia/Fantasy | Vem... | 5 | 1.490 | 10/06/2009 - 10:03 | Portuguese | |
| Prosas/Mistério | A eterna procura | 0 | 1.711 | 10/06/2009 - 09:59 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | Olha! | 9 | 1.904 | 10/06/2009 - 09:53 | Portuguese | |
| Poesia/Poetrix | Adeus | 10 | 1.405 | 10/06/2009 - 09:35 | Portuguese |






Comments
Re: Quando o tempo parou
Muito bonito Mefistus, mas não pude deixar de observar a rima a se insinuar...Realmente sofres da doença da rima, isto de ti está acima!!!! Mas acho muito bonito e no contexto adorei ela neste texto. Eu tenho dificuldade de escrever prosa, ela fica meio branca, meio vermelha quase rosa. A rima sai espontânea brota na mente instantânea. Acho muito bacana verdade como meu nome é Ana. Sinceramente, esta prosa me é envolvente.
Grande abraço, meu amigo de rimado laço.
Re: Quando o tempo parou
analyra,
Dizem cá em casa, que provavelmente nasci a rimar,
Várias vezes tenho de rever o texto, para corrigir o contexto.
Admito contudo que é dificil não escrever e falar e rima.
Não sei se é vicio, ou forma.
Mas acredita que não o faço por norma.
"Meio vermelha, quase rosa!", nunca descreveria uma prosa assim, tão colorida e metafórica.
Quanto talento o seu amiga!
Re: Quando o tempo parou
deixaste-me completamente rendida ao texto! bolas:D
parabens mais uma vez, pela tua escrita!
beijinho*
Re: Quando o tempo parou
lau_almeida;
O meu obrigada!