Co-dependência: um novo vício das relações íntimas na modernidade
Que questão é essa em que o pensar sociologicamente a co-dependência das mulheres pode trazer benefícios para uma sociedade em que essa mesma co-dependência é necessária para a continuação da espécie?
Se só há bem pouco tempo se assumiu que o papel da mulher é relevante na cultura de um povo?
Se, e apesar de, desde sempre terem existido mulheres que jogaram o avental ao rio e nadaram contra mares e marés; muito pouco se conhece sobre o véu que tapa este animal racional?
Em verdade se diga, que só mesmo ser mulher para compreender a mulher e a sua evolução, ou não?
Esta sociedade vai continuar sempre a ser patriarcal e falocrática, porque isso é permitido pelas próprias mulheres, que mantêm o papel de comandar o seu barco e, o daqueles cuja dependência lhes pertencem quer sejam os cônjuges, os pais, os filhos, os irmãos, os tios, os primos, os professores…
Porque que motivo quereríamos uma ligação mais curta, transitória, momentânea, não romântica?
Compreendo o que se diz e sabe (os estudos que se fazem…?), mas a mulher é mesmo matriarcal. Necessita de afecto, de carinho, do toque e do romance… mesmo que muitas vezes, e certamente, sempre, sofrerá com isso. Não existe mulher alguma, e se essa o afirma mente, que deseje um relacionamento sem romance, sem sentir que o outro depende de si, porque esse controlo é meramente uma oportunidade do seu autocontrolo e de tudo em seu redor. Se o papel materno é mais relevante para si mesma, e a possibilidade de conceber algo ser mais do que uma mera contribuição para a sociedade patriarcal em que está inserida. Ela própria assim definirá o seu descendente.
Se o facto de colmatar as suas necessidades com a certeza de que deu a outros mais de si, e menos para si, e se isso for considerado de insegurança, que assim seja denominado.
O que distingue uma mulher de outra é a sua perspicaz forma de assentir se o relacionamento é abuso.
A mulher, emancipada ou não, permite ser dependente, controlada, viciada numa montanha russa de desgostos, frustrações e emoções tresloucadas.
O que a mulher ainda não aprendeu foi a ser homem e a compreendê-lo como ele próprio é.
Carmen Ezequiel - 24/agosto/2010
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Re: Co-dependência: um novo vício das relações íntimas na...
Interessante...
Tudo depende dos limites e aceitação de cada pessoa, independentemente de ser homem ou mulher. Já outros tempos houve em que a afirmação... afirmação para a continuidade e sobrevivência do clã, da familia... faziam brotar a força bruta. Terá sido em tempos a vantagem masculina... "testosterona". Já o principio receptivo feminino é uma força de natureza intrínseca da mulher que deveria manter-se para que a identidade, a própria definição não se desvanecesse. É vital para a procriação e maternidade.
Mais digo, apesar do principio receptivo: « homens, não queiram ver uma mãe ferida, não queiram ver uma fêmea... uma mulher a proteger as suas crias!"