TRAMAS DO VIVER

Você veio até mim - cheio de atrevimento
em uma noite qualquer de primavera
porém não tão qualquer, que por si só,
não fosse mágica; já que naquele tempo,
todas elas eram mágicas
e a magia tecia a minha vida com milagres!

Eras produto de uma teia a mais;
aquele ponto refinado e primoroso
da caprichosa renda que eu fizera...
...Passei o tempo de nós dois
sempre entretida,
Só por mim mesma, encantada,
que ao te buscar, sequer sabia
que tal feitiço não era teu;
e fui apenas eu,
que trouxe o teu olhar à minha vida!

- Por breve instante,eu sei, por quanto deve
ser sempre leve qualquer encantamento!
Então, quando o poder ficou vazio pois me esgotei
no gigantesco esforço de criar-te!
Fiz-te partir, para continuar sonhando
noutro tear, tecendo outro destino!

Me despedindo então, da imagem tua
Pus-me na cama
para chorar o teu enterro,
velando o teu cadáver
dentro de mim que adormecia,
no faz de conta que eu sofria tanto!

Depois... passada a noite insone
e a dor do luto já ausente,
na face, recomposta
a agonia atroz - já feita esquecimento,
toda refeita, levantei da cama
com meu olhar faceiro e lúdico
pousado ousadamente em outro fio...

- Era o chamado da vida reclamando
que a trama do viver recomeçasse
e sem que eu desejasse resistir ao novo dia
pus-me outra vez a tecer um novo encanto!

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Thursday, December 17, 2009 - 18:53

Ministério da Poesia :

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tajmahal

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