A Vida e a Morte
Vila mórbida, deserta e encardida
onde todas as pessoas sofrem,
enquanto os fantasmas se erguem
para aterrorizar as fisionomias.
O sonho é constantemente suplicado
para se tornar numa realidade
irrealizável porque eles, insignificantes,
sonham com o absurdo impossível.
Ânsias, sofridões, dor, e gemidos
são sentidos silenciosamente
às tontas de desespero
ridicularizando secretamente o sonho.
A névoa tapa por completo
o luar e as estrelas, fazendo
desaparecer a luz que ainda iluminava
as faces pálidas e ressequidas.
Os ossos fracos estremecem
a todos os minutos, devido
ao frio que se fazia sentir
numa noite em que se avistavam os mortos - vivos.
Mas que personagens são estas!
Vivem na ilusão e sem vontade
de viver, questionando-se sobre
a vida e a morte no silêncio.
Saíam das bocas secas, gritos
que quase não se conseguiam ouvir
juntamente gesticulados pelos movimentos
que eram insignificantes.
A realidade é dura,
tem de ser consumida com calma,
mas, estes pobres seres não a
conseguem ver nua e crua ao seu redor.
Domina-os, consome-os o medo
que nas suas consciências encontra-se
em 1º lugar a ligação com a morte
que pode ser lenta, rápida e dolorosa.
Será que existe vida para além da morte?
Questão muito discutível pela sociedade,
só que esta a esconde secretamente
remoendo, remoendo sem cessar.
Grotescas são estas figuras
que não podem com o seu corpo,
pensam e sonham no mal da vida
com o inimigo que se apodera das mentes.
Sonhar, não significa apenas sonhar,
pois os sonhos são preciosos e alguns
deles são possíveis de realizar, mas
depende da vontade de cada um.
Estes, sonham, mas com a ilusão
que todos nesta vida desejam:
A imortalidade…
Não. Fiquem cientes que ela não existe!
A vida é simplesmente a vida,
onde a cada minuto ou hora
nasce um novo ser para
viver, amar e ser amado.
A morte é a oposição da vida,
pois partimos, uns mais felizes e outros menos,
mas, é uma partida que simboliza
a marca do ser humano no mundo.
Assim, nestes versos deixo
vestígios de como a vida e de
como a morte, principalmente,
devem ser encarados de forma real!
Autora: Paula Dias
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Ministério da Poesia :
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