Terra á vista

Terra á vista

 

Uma tábua do veleiro "Tarou"
Partiu-se e naufragou no Rio ,
foi em Mês DE Janeiro Impassível,
o mar era rijo,
e o espanhol "malfeito"
que era contramestre ,
mandou pregar o traquete no garupes ,
a jorna faltava e o rancho estava rançoso,
marujos sem pão rabujam,
amofinam-se e amotinam-se no convés
como convém ao corsário corso ,
sobe o lais no mastro e a mezena panda inflada ,
ordena o contramestre coxo que o amotinado MARIJO
seja posto no mais alto mastro que no barco haja
,mas não é que o marijo chegando a verga mestra grita
esfregando o olho cego porque do outro nada via,
"Terra à Vista"

 

Jorge Santos 

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Friday, January 7, 2011 - 16:58

Poesia :

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Joel

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Terra à vista

Jogo fantástico!

Bom poema...

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