Entre o certo e o errado
Movimentos frenéticos,
Machado nas mãos,
Arvore no chão,
Trinta e poucos metros,
Com um grande formão,
Começa o processo,
Xaboca o tempo inteiro,
Sem ao menos parar,
O tronco linheiro,
Até terminar,
Não faz por dinheiro,
E sim por precisar,
Quando consegue terminar,
Coloca-a no rio,
Para navegar,
Depois de dias a fio
Sem descansar,
Por fim ele conseguiu,
Agora tem sua própria canoa,
Para ir pescar,
Os filhos vão na proa,
E ele na popa a remar,
Todos numa boa,
Rio a baixo a navegar,
Há quem ele condena,
Por a mata desmatar,
Sem saber que ele vivia um dilema,
Entre o cortar e o não cortar,
Prevalecendo os seus problemas,
Difícil de solucionar,
Por isso quando a arvore encontrou,
Logo decide ela cortar,
Dizendo foi Deus quem a plantou,
Para um dia eu a encontrar,
Eu sei que aqui ele me mandou,
Com o intuito de me ajudar,
E se Deus mandou,
Eu não irei despensar,
Arvore, - aqui estou,
Machado, - venha pra cá,
E sentindo no peito uma dor,
A arvore começa a cortar.
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Comments
Re: Entre o certo e o errado
Marne, Maria carla e Cecilia.
Agradeço pelos belos comentários de vocês.
Valeu!
Re: Entre o certo e o errado
Gege,
Adoro ler-te, trata cada tema com a irreverência que só vc possui mas não deixa de falar com seriedade sobre o que acontece ao nosso redor.
Bjs.
Cecilia Iacona
Re: Entre o certo e o errado
Olá
Gosto do poema, sobretudo porque tenta transmitir a necessidade de se cortar “uma” árvore, e não uma floresta inteira. Seria ainda mais divinal, se por cada árvore cortada (vida tirada), o homem, plantasse mais duas.
Se Deus a plantou, não deveríamos também nós plantar?
Abraço,
Carla
Re: Entre o certo e o errado
LINDO POEMA,GOSTEI MUITO, USANDO A NATUREZA COM MUITO AMOR E RESPEITO, PARA SEGUIR O SEU VIVER!
USANDO A RAZÃO, PARA TAL INTENTO, SOBREVIVER OU NÃO SOBREVIVER, PARA SI E SUA FAMILIA!
Meus parabéns,
MaRNE