A teoria das cordas...

Desentrelacei-me muitas vezes,
esmiucei o meu interior à procura
de um amor que me completasse,
de uma cura milagrosa para a incompreensão...
Mas o amor não é um penso rápido impregnado
de um anti-séptico qualquer...
A solidão nasce em nós e a felicidade
tem uma chave que nos pertence...
Na verdade somos cordas independentes
que se enlaçam umas nas outras...
De comprimentos e texturas diferentes,
nascemos na mesma trave e buscamos as mesmas coisas,
desde que sejam só para nós...
Muitas vezes esgaçamos-nos, desfiamos-nos devagar,
na esperança de partilhar os nossos sonhos...
Depois, de fios soltos e frágeis, balouçamos as desilusões,
as frustrações, a indiferença que nos rasgou a força...
E descobrimos que não existem cordas iguais,
umas amam menos, outras amam mais e nunca se entrelaçam no mesmo sentido.

Inês Dunas

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Martes, Julio 19, 2011 - 13:01

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Comentarios

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Como quem nada teme...

Aprecio realmente o ar de (des)cuidado desassombro com que são dissecadas as vivencias que relatas. Sonhadas ou vividas, perdem essa importancia pela eloquencia e um realismo que cofere uma lucidez que transmite frieza à expressão poética. É muito interessante, do meu ponto de vista, a forma como te expressas, Inês... Sou um fã! Tu és famosa não és? :-)

Rz

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:)

Obrigada pela constante simpatia das suas  leituras,

Um beijinho em si!

Inês

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