Quando estou só... e sem rumo!

Quando me sinto só,
como um peregrino
ouve somente seu eco
na imensidão do deserto

Neste instante,
miro o horizonte
ouço uma voz distante
no calor escaldante

É como se as dunas
serpenteando em ondas
escrevessem mensagens
nas montanhas de areias

Quando me sinto só,
como um andarilho
ouve o próprio passo
no longo e árduo caminho

Neste instante,
miro o oriente
ouço uma voz distante
no clamor de um passante

É como se as margens
serpenteando em ondas
escrevessem mensagens
nas curvas das estradas

Quando me sinto só,
como um marujo
ouve o barco singrando
na imensidão do mar aberto

Neste instante,
miro o ocidente
ouço uma voz distante
na penumbra da noite

É como se as marés
serpenteando em ondas
escrevessem mensagens
nos bailados de baleias e sereias

Quando me sinto só,
como um peregrino,
como um andarilho,
como um marujo,
como "eu" próprio.

Busco a paz do espírito
Em um ambiente sereno
Seja um deserto imaginário
Ou um caminho fabulário

Busco a voz da consciência
Em um momento de plena ciência
Seja um cais pra aportar em Andaluzia
Ou um caminho pra alcançar a minha essência.

AjAraujo, o poeta humanista, escrito em 19-Ago-12.

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Domingo, Septiembre 2, 2012 - 19:16

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