A dança continua

A dança continua,
A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,
Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,
Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela
Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva
Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,
Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos
Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.
Jorge Santos ( Fevereiro 2023)
https://namastibet.wordpress.com
http://namastibetpoems.blogspot.com
Submited by
Ministério da Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 6845 reads
Add comment
other contents of Joel
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/General | A Terra em dúvida… | 1 | 1.966 | 02/27/2018 - 09:04 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | …que fizer por cá… | 1 | 3.665 | 02/26/2018 - 19:25 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Dorme em mim, parte de um país sem tecto… | 1 | 4.064 | 02/26/2018 - 15:53 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O anel dos Nibelungos | 2 | 3.491 | 02/25/2018 - 19:59 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Gente em Technicolor… | 1 | 4.319 | 02/25/2018 - 10:33 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Nada me pertence. | 1 | 4.326 | 02/24/2018 - 21:58 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Mal m’alembra o futuro. | 1 | 2.251 | 02/24/2018 - 21:55 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O Homem é isto. | 1 | 4.350 | 02/24/2018 - 19:12 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O frio sentir do meu rosto | 1 | 2.673 | 02/24/2018 - 09:41 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Ensaio sobre a mediocridade. | 1 | 2.934 | 02/24/2018 - 09:40 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | A única felicidade leal é a felicidade dos outros. | 1 | 4.149 | 02/24/2018 - 09:38 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Que encanto é o teu. | 1 | 3.399 | 02/23/2018 - 21:37 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | João Sente-Sóis. | 2 | 2.766 | 02/23/2018 - 21:32 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Com o fim de ser feliz. | 1 | 3.975 | 02/23/2018 - 21:31 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Poeta em falta. | 1 | 2.606 | 02/23/2018 - 21:31 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Pudesse estar eu no caixão comigo ao lado. | 1 | 3.289 | 02/23/2018 - 21:30 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Sem dúvida | 1 | 1.880 | 02/23/2018 - 21:29 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Imagino Qu’inda o amo. | 1 | 3.362 | 02/23/2018 - 20:12 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Que há, pra’lém do sonhar meu… | 1 | 2.210 | 02/23/2018 - 19:54 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Medi-mo-nos em braças e em nós… | 1 | 3.479 | 02/23/2018 - 19:54 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Longa é a noite em mim… | 1 | 3.644 | 02/23/2018 - 19:53 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | É desta missão de cifra que sou e padeço… | 1 | 3.961 | 02/23/2018 - 19:52 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Tão natural como vim ao mundo | 1 | 2.448 | 02/23/2018 - 19:52 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Teorema de Thales | 1 | 4.181 | 02/23/2018 - 19:51 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Desfaz da minha alma o novelo | 1 | 3.764 | 02/23/2018 - 19:50 | Portuguese |






Comentarios
A dança continua, A poesia
A dança continua,
A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,
Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,
Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela
Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva
Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,
Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos
Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.
A dança continua, A poesia
A dança continua,
A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,
Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,
Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela
Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva
Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,
Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos
Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.
A dança continua, A poesia
A dança continua,
A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,
Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,
Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela
Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva
Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,
Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos
Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.