A crença

Ponto de partida na contrapartida da veraz mão que nos toca
A existência da vida de cotovelos e braços de força.
Somos o que não somos, por isso queremos o que pensamos
Que não podemos e conseguimos o que não alcançamos.
Crer é ver sem ver, ouvir sem ouvir, acreditar com total crença,
Por isso nossa cama de deleite é a existência divina.

Se algo pode tirar dor e conduzir-nos por desconhecidos penhascos de vidas,
O antidivino arranha no peito da alegria até abrir gangrenas de tristezas
Edificadas no alicerce da temida demonologia.

Dicotômica crença enraizada na terra fértil de nossas mentes.

Quais livros ou manuscritos enfrentaram riachos de anos?
Em quais águas estão as coragens de quem quer libertar-se?
Por que acreditar e por que não acreditar?
Soltem as amarras ou se não arrebentarei com tudo
Para golpear o domínio invisível de fantasmas praxes.

“Saber” é crer, crer é saber o que é mais fácil “sentir”
No exânime andar de causas livres concedidas pelo mérito de quem vive.

Duvido de mim e de todos
Porque sei e todos sabem...
Mas realmente sabemos o que todos sabem?
Sabemos, logo vivemos?
Então não estamos vivos, estamos atordoados pela embriaguez impura desta sabedoria
Que diz-se relacionar-se com a existência da humanidade
Que mais do que nunca ainda não existe e nunca existiu.

//////////////////////////////////////////////////////

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
(Olavo Bilac)

Submited by

Sábado, Diciembre 12, 2009 - 15:29

Poesia :

Sin votos aún

FranciscoEspurio

Imagen de FranciscoEspurio
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 15 años 17 semanas
Integró: 11/08/2009
Posts:
Points: 450

Comentarios

Imagen de jopeman

Re: A crença

É muito saudável ler-te, gosto mto
Será a crença a nossa própria liberdade ou a nossa eterna prisão?
Gostei imenso
Abraço

Imagen de ivonette

Re: A crença

Você é excelente.
Não estou fazendo média parabéns mesmo.

Imagen de FranciscoEspurio

Re: A crença

Ivonette,

Obrigado por ler-me e pelo elogio que sede a minha pessoa.

Francisco Espúrio

Imagen de MarneDulinski

Re: A crença

LINDO SEU POEMA, GOSTEI MUITO!

TUDO NA VIDA TEM QUE SER DOZADO, INCLUSIVE A TIMIDEZ DE BILAC O DEVIA, AS VEZES É MELHOR FICAR NO SILÊNCIO, PARA NÃO FERIR SUSCEPTIBILIDADES!

Sabemos, logo vivemos?
Então não estamos vivos, estamos atordoados pela embriaguez impura desta sabedoria
Que diz-se relacionar-se com a existência da humanidade
Que mais do que nunca ainda não existe e nunca existiu.
AQUI, TUDO DEPENDE DE CULTURA E CRENÇA E DE SUAS REFLEXÕES PESSOAIS!
Meus parabéns,
MarneDulinski

Imagen de FranciscoEspurio

Re: A crença

MarneDulinski,

Quando falamos de crença não devemos olhar apenas um ângulo, temos que ter destreza de olhar por outras perspectivas. Tens razão quando refere-se as reflexões pessoais. Agradecido.

Francisco Espúrio

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of FranciscoEspurio

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Ministério da Poesia/Meditación Forte fraqueza 0 1.172 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención O outro 0 1.285 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ilusão 0 796 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Volátil 0 1.013 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/Pasión Volúpia 0 1.367 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención A crença 0 1.445 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Flerte com o suicídio 0 817 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Niki tis Samothrakis 0 1.015 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General O Devasso 0 1.367 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Recôndito 0 985 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General O cintilar das estrelas 0 1.036 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Efêmero 0 848 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Última visão 0 1.232 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General A velha arte 0 1.291 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Uno 0 1.495 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Brisa do lago 0 1.097 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Lamúrias de um soldado 0 1.235 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Bebê de Ferro 0 1.255 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Kursk 0 1.243 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General O fim da estrada 0 1.019 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General O Intrépido Alvaresiano 0 1.097 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/Amor Ana 0 1.120 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Censura 0 1.136 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Breve canoa 0 1.063 11/19/2010 - 18:09 Portuguese
Ministério da Poesia/General Croqui 0 1.308 11/19/2010 - 18:09 Portuguese