CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Croqui

Perante a penumbra de uma sala em suas cortinas
Meu ser vulnerável é breu de tão subjacente
Perdido sem sua luz, sem sua vela bailarina.
Facilmente se entrega ao silêncio presente.

Olho para cima e vejo um canyon no teto,
Olho para mim e percebo um outro canyon que me divide,
Distanciando nosso amor e trazendo para perto
A falta do semblante que dentro deste cego olho reside.

Olho para mim novamente e pergunto:
Perguntas, para que perguntas?
Sabe-se que agora ela está chorando em algum canto.
Um pranto que se planta.

Mais uma dívida cobrada pelo diabo irritado
Tirando sem avisar
A minha Luz, a minha face do lado
Que não soube olhar.

Subo a serra toda manhã de inverno
Para mergulhar lá de cima,
Planar suave no meu silêncio eterno
Até cair num copo cheio de rimas.

Sua imagem, não consegue fugir da minha retina,
Sua voz retine em meus ouvidos
Deixando surdo tudo que me desatina.
Uma culpa que me deixa ferido.

Desculpe por eu ter parecido de pedra
Você sofre agora e sofria antes,
É triste quando algo se quebra
Sem recuperar a felicidade aparente.

Você ainda mora no vale da saudade
Na fazenda ao pé da serra
E dorme ao lado do corpo de seu pai sem vaidade
Enterrando a minha lembrança nesta terra.

A irmã é uma estrela das letras
Usurpadas de uma cruel tristeza sua.
As palavras aparecem quando seu semblante soletra
Sem fé os versos no papel flutuam.

O pior é que ela lá, ainda está
E eu, eu ainda estou aqui
E nós, nós estamos por toda parte sem nos encontrar
E a vida, a vida é apenas um croqui.

Submited by

quarta-feira, dezembro 16, 2009 - 21:22

Ministério da Poesia :

No votes yet

FranciscoEspurio

imagem de FranciscoEspurio
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 15 anos 19 semanas
Membro desde: 11/08/2009
Conteúdos:
Pontos: 450

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of FranciscoEspurio

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Fotos/ - 2085 0 2.749 11/23/2010 - 23:45 Português
Ministério da Poesia/Geral Tentativas inúteis na sacada 0 3.609 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Odisséia 0 3.128 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Dedicado No caminho das pedras brilhantes (São Thomé das Letras) 0 3.983 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O viço dos seios 0 3.744 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Intervenção A pele iraquiana 0 3.238 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O revés 0 2.994 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O guardião 0 3.229 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O Demônio Interior 0 3.265 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Morte ao amanhecer 0 2.901 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Death to be born wise 0 3.364 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Dedicado O texto de um pai 0 3.811 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Fantasia Ninfas 0 3.588 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Atado ao Umbigo 0 3.332 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Intervenção Pentáculo 0 3.004 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Dedicado Jean Baptiste Grenouille 0 3.857 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O estocástico 0 2.605 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Sido Ser 0 2.612 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Grão latente 0 3.979 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O salto das horas 0 3.585 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Segure minhas mãos 0 3.050 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Intervenção Decepção da obra e do poder 0 3.311 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral O ensejo da soma 0 3.234 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Geral Perdição 0 3.180 11/19/2010 - 18:10 Português
Ministério da Poesia/Dedicado Figura de madeira disforme que orna a proa de minha embarcação (Carrancas) 0 3.184 11/19/2010 - 18:10 Português