A crença
Ponto de partida na contrapartida da veraz mão que nos toca
A existência da vida de cotovelos e braços de força.
Somos o que não somos, por isso queremos o que pensamos
Que não podemos e conseguimos o que não alcançamos.
Crer é ver sem ver, ouvir sem ouvir, acreditar com total crença,
Por isso nossa cama de deleite é a existência divina.
Se algo pode tirar dor e conduzir-nos por desconhecidos penhascos de vidas,
O antidivino arranha no peito da alegria até abrir gangrenas de tristezas
Edificadas no alicerce da temida demonologia.
Dicotômica crença enraizada na terra fértil de nossas mentes.
Quais livros ou manuscritos enfrentaram riachos de anos?
Em quais águas estão as coragens de quem quer libertar-se?
Por que acreditar e por que não acreditar?
Soltem as amarras ou se não arrebentarei com tudo
Para golpear o domínio invisível de fantasmas praxes.
“Saber” é crer, crer é saber o que é mais fácil “sentir”
No exânime andar de causas livres concedidas pelo mérito de quem vive.
Duvido de mim e de todos
Porque sei e todos sabem...
Mas realmente sabemos o que todos sabem?
Sabemos, logo vivemos?
Então não estamos vivos, estamos atordoados pela embriaguez impura desta sabedoria
Que diz-se relacionar-se com a existência da humanidade
Que mais do que nunca ainda não existe e nunca existiu.
//////////////////////////////////////////////////////
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
(Olavo Bilac)
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Comentarios
Re: A crença
É muito saudável ler-te, gosto mto
Será a crença a nossa própria liberdade ou a nossa eterna prisão?
Gostei imenso
Abraço
Re: A crença
Você é excelente.
Não estou fazendo média parabéns mesmo.
Re: A crença
Ivonette,
Obrigado por ler-me e pelo elogio que sede a minha pessoa.
Francisco Espúrio
Re: A crença
LINDO SEU POEMA, GOSTEI MUITO!
TUDO NA VIDA TEM QUE SER DOZADO, INCLUSIVE A TIMIDEZ DE BILAC O DEVIA, AS VEZES É MELHOR FICAR NO SILÊNCIO, PARA NÃO FERIR SUSCEPTIBILIDADES!
Sabemos, logo vivemos?
Então não estamos vivos, estamos atordoados pela embriaguez impura desta sabedoria
Que diz-se relacionar-se com a existência da humanidade
Que mais do que nunca ainda não existe e nunca existiu.
AQUI, TUDO DEPENDE DE CULTURA E CRENÇA E DE SUAS REFLEXÕES PESSOAIS!
Meus parabéns,
MarneDulinski
Re: A crença
MarneDulinski,
Quando falamos de crença não devemos olhar apenas um ângulo, temos que ter destreza de olhar por outras perspectivas. Tens razão quando refere-se as reflexões pessoais. Agradecido.
Francisco Espúrio