Joana Dark

Nada contemporânea, desfasada,
Surgiste cavalgando atrás de mim
Porque eu olho por cima do ombro.
Vinhas célere e armada
Lutando mártir por haver fim
Deste oceano sangue e escombro.

Rasgavas o vento enraivecido
Com teus cabelos espesso breu
Lâminas de um povo oprimido.
Tocavas a noite no céu.

Eu, ajoelhando, cedi a passagem
A ver passar santa missão.
Vinhas de tua cruz no coração
Espalhando esperança a um reino.
Eras a mais forte sem treino
E bela de aparição, miragem.

Fulminavas o fogo inimigo
Com teus olhos redondos de bruma
Dos santos que estavam contigo
Rumando onde a tirania ruma.

Ah, como combates quem te travasse
Impiedosa de sorriso na face?

Teu correr à minha frente
Foi ponto de virar o meu ser.
Mais por ti que pelo pobre e doente
Quis juntar-me a combater.

Morria por dois segundos
Assistindo a teus movimentos,
Matando a golpes profundos.
A vida valia teus momentos.

Soube-o imediatamente.
Corri o encalço do teu cavalo
Com todo o fôlego que o amor traz.
Parei apenas quando caí dormente
No chão e a alma é um calo
Por te ver tão longe procurar a paz.

Deixa-me ajudar-te, teu vassalo,
Oferece-me à linha da frente.

Sigo as marcas das ferraduras
Gravadas na lama imunda do mundo.
Só nelas pôde florir natureza,
São és escura num claro profundo,
A luz que a nós nos curas.
Sigo-te ao inferno por tal proeza.

Sigo-te aos ilimites do risível
E a lua que contigo embarque,
O sol tórrido de ti se desmarque.
Tua aura graça é irresistível
Iluminas a luz, Joana Dark!

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Miércoles, Diciembre 9, 2009 - 22:29

Ministério da Poesia :

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