DESCONHEÇO-ME AO ESPELHO


Nas noites sem ti,
senti os sonhos desaparecidos.

Nessas noites procuro-me em vão.

Encontro-me em serão silvado.

Zunido de toques
que deste vazio retiram nada.

Este nada que deixas desocupado no meu dizer.

Entre breu e silêncio,
o meu corpo não te sente.

As minhas mãos
vão por algures em busca de ti,
quando regressam vêm mais sós do que foram.

Porque quando foram,
levaram nas suas palmas esperança,
na ponta dos dedos iam mil rumos teus.

Quando chegaram,
os dedos estavam murchos,
as palmas eram desertos áridos.

A esperança um lago seco.

Os rumos eram oásis alucinados.

Miragens cheias de flores,
quando lhes toquei as pétalas eram cactos
que se maquilhavam de ti no meio do nada.

Nestas noites sem ti, desapareço.

Desconheço-me ao espelho, já sem reflexo.
 

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Viernes, Julio 1, 2011 - 02:28

Poesia :

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Henrique

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