CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

O Bispo Negro - Capítulo I

Houve tempo em que a sé abandonada de Coimbra era formosa; houve tempo em que essas pedras, ora tisnadas pelos annos, eram ainda pallidas, como as margens areentas do Mondego. Então o luar, batendo nos lanços dos seus muros, dava um reflexo de luz suavissima, mais rica de saudade que os proprios raios daquelle planeta guardador dos segredos de tantas almas, que crêem existir nelle, e só nelle, uma intelligencia que as perceba.

Então aquellas ameias e torres não haviam sido tocadas das mãos de homens, desde que os seus edificadores as tinham collocado sobre as alturas; e todavia já então ninguém sabia se esses edificadores eram da nobre raça goda, se da dos nobres conquistadores arabes.

Mas, quer filha dos valentes do norte, quer dos pugnacissimos sarracenos, ella era formosa na sua singella grandeza entre as outras sés das Hespanhas. Ahi succedeu o que ora ouvireis contar.

*Conto Popular Português de Autor Desconhecido, compilado por Alexandre Herculano

Submited by

sábado, abril 11, 2009 - 19:27

Poesia Consagrada :

No votes yet

AlexandreHerculano

imagem de AlexandreHerculano
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 11 anos 10 semanas
Membro desde: 04/11/2009
Conteúdos:
Pontos: 282

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of AlexandreHerculano

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Fotos/ - Alexandre Herculano 0 823 11/23/2010 - 23:37 Português
Poesia Consagrada/Geral A Tempestade 0 722 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral O Soldado 0 600 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral D. Pedro 0 516 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral A Vitória e a Piedade 0 444 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral A Cruz Mutilada 0 981 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral A Voz 0 492 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral A Arrábida 0 735 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral Mocidade e Morte 0 508 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral Deus 0 528 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - A Noite do Amir 0 1.013 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Ao Luar 0 546 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - O Castro Romano 0 415 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - A Aurora da Redenção 0 695 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Impossível! 0 640 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Conclusão 0 687 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Geral A Semana Santa 0 519 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Recordações 0 669 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - A Meditação 0 479 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Saudade 0 608 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - A Visão 0 498 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - O Desembarque 0 565 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Junto de Crissus 0 816 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Traição 0 549 11/19/2010 - 15:52 Português
Poesia Consagrada/Conto Eurico, o Presbítero - Dies Irae 0 557 11/19/2010 - 15:52 Português