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ALGUNS SONETOS 3/1/11 03

1

Meus sonhos em ruínas; trago apenas
Palavras sem sentido e sem razão
Os dias entre tantos moverão
Somente cada engodo onde condenas,

Ainda quando possa em mais serenas
Palavras; reina em nós a ingratidão,
Os dias em fracasso mostrarão
Engodos onde tanto me envenenas,

A sórdida presença da esperança
Ao nada com certeza já me lança
E venço os desafios? Nem sei mais...

Aonde quis luzeiros, resta o nada
A noite que pudera enluarada
Expressa estes anseios ancestrais.

2

À beira deste mar que não viria
O sonho se perdendo sem sentido,
O passo noutro engodo presumido
Marcando com temor esta agonia,

A luta não traria a fantasia
E o canto na verdade nunca ouvido
Enquanto a cada engano mais me olvido
Do tempo que deveras não teria.

As ansiedades dizem do passado,
E quando a cada engano enfim me evado
Percebo o que pudesse ser assim,

No pranto desenhado a cada engano,
Aos poucos na verdade se me dano,
Chegando pouco a pouco ao ledo fim.

3

Segredos do passado, eu desconheço,
Vagando sem sentido e sem temor,
Ainda quando pude noutro amor
Traçar o que talvez dita endereço

E a cada novo passo outro tropeço
Ousando na verdade decompor
E sei do meu caminho em tal pudor
Deixando para trás o que mereço.

Presumo alguma luz e não viria
Sequer o que pudesse em harmonia
E nada mais teria senão isto,

Depois de tanta luta inutilmente
O quanto se tentara e a vida mente
No fim da imensa luta; eu já desisto.

4

Quem possa mais amar trazia além
Do tempo quando o tempo diz do farto,
A lua que invadira outrora o quarto
Decerto já sem brilho não mais vem,

E o passo se aproxima e com desdém
O tanto quanto alerto e assim comparto
Renega esta esperança aborta o parto
E deixa o meu caminho onde não tem,

Apreços entre enganos e temores
Seguindo cada passo aonde fores
Em flores e jardins? Bem que eu queria,

Mas sei do inútil tempo a se mostrar
Gerando o que pudesse imaginar
No todo em incerteza ou agonia.

5

Na sombra quero a luz que amor moldasse,
Mas sei do meu passado e no futuro
Cenário se mostrando além e escuro
A vida se traduz em turva face,

E quando no final o nada eu grasse
Apresentando enfim o que asseguro
Marcando com temor o quanto juro
E tantas vezes morro e nada trace

Senão a desventura costumeira
De quem com tantas luzes tanto queira
Vencer os dissabores, ser feliz,

O marco desenhando cada ausência
Aonde se buscara em coerência
Apenas o que o canto já desdiz.

6

A lua se desenha na minguante
E o tempo se anuncia após o caos
A luta entre diversos traz aos maus
O quanto esta mortalha me garante,

O cerne apodrecido, num instante
Ainda se presumem tais degraus
E os olhos variando noutros graus
Os cantos num cenário horripilante,

Correntes arrastando; uma esperança
Ao longe se perdendo não alcança
Senão as mesmas torpes velharias,

Nos antros de tua alma carcomida
O quanto se restara em leda vida,
Aos poucos sem temores matarias.

7

Aclaro o pensamento e busco além
O que já não me cabe e nem pudera
Sentindo mais diversa a primavera
O tanto quanto quero já não vem,

Ausento dos meus passos, sou ninguém
E trago a cada instante a velha fera
E nela se teimasse a primavera
Somático momento nega o bem.

Bafejos desta audaz e torpe morte
Sem nada nem o sonho me conforte
E o manto se apodrece devagar,

Amante das escuras madrugadas
As noites entre tantas mais nubladas
Procuro ainda um raio de luar.

8

Engenhos variados, dias tais
Aonde o meu caminho em vício e medo
Apenas ao final tanto o concedo
Vivendo entre diversos vãos cristais,

Momentos que julgara entre fatais
Cenários desenhando este degredo
A vida não traria um só segredo
Os sonhos que inda trago; ocasionais,

O preço a se pagar já não perfila
E a sorte desdenhosa cala a lira,
A vida não renova o que mais quis,

Carcaça tartamuda segue vaga,
E o quanto poderia e enfim divaga
Não deixa que se veja outro matiz.

9

Aonde se presume o que inda existe
O verso não traria qualquer sorte,
E sei do que deveras me conforte
Ainda quando sigo olhar em riste

Negando o que pudera e assim persiste
Sem ter sequer alguém que me suporte
O todo desairoso noutro norte
Meu canto se desenha bem mais triste,

Ocasos entre casos, caos e medo,
E quando no final nada concedo
Senão a minha luta desvairada,

A morte se aproxima e na tocaia,
Ainda que deveras não me traia
Transforma o muito pouco agora em nada.

10

Equiparando os sonhos, só me resta
As sortes do diverso funeral,
E o tempo se moldando noutra nau,
Ainda se aproxima desta fresta,

A luta tantas vezes mais funesta,
O corte se apresenta bem ou mal,
O calafrio dita o desigual
Caminho entre rancor temor e festa,

Das brumas e das turvas noites vãs
No vórtice dos passos, as manhãs
E os ermos entre enganos, costumeiros,

Ainda que pudesse crer no eterno
Apenas adentrando o tosco inferno,
Já não conceberia mais luzeiros.

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segunda-feira, janeiro 3, 2011 - 13:35

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MarcosLoures

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