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Apogeu
Pensei em um poema belo na noite passada:
Um que trouxesse os traços convictos da vida,
Que não lembrasse, eu diria, a dor da sobrancelha franzida
Diria mais, quisesse o par perfeito: sobrancelhas doloridas
Pensei em um poema épico, ontem durante o dia:
O traje, a espada, o calavo e o herói, na desventura dos fatos pensados, era eu
Que cortava a existência por mim despossuída
Atravessava os ares numa direção desamparada e parava aqui, desatinado destemido
Pensei num poema plácido na semana fluida:
Escorregava, batia as tampas no fogão, pensava... Amava
A passagem dos ventos, dos cheiros, das vozes, dos risos abertos e lágrimas fechadas
Pois os olhos falavam com olheiras o cansaço e a boca nada falava
Mostrava os dentes, mostrava interesse na vizinha ao lado... Mostrava-me amável
Até o dom do amor é confundido com atos falhos
Porque amar é não ligar quando o alterego insiste em chamar
Pensei num poema sádico nesses últimos meses:
Apanhando da vida a surra aguardada
Marcando o couro e a marcha alienada
Escondida na mente a ação não vislumbrada da sorte
Entre a morte e a vida parece haver um eu ( mais que um, talvez!)
Esperando o prazer provocado pela dor de ser, neste exato momento, meu agora
Pensei num poema lúcido para os próximos anos:
Convicção heróica de que não há nada mais gratuito na vida senão o reconhecimento da vida como fruto do amor
Os textos pensados traduzem dores vãs
Do menino, das horas vagas, da pessoa que o guarda para os próximo suspiro
(Respiro...)
Um dia a vida ganha o sentido não planejado
Sigo com os meus pensamentos
Ainda creio em um apogeu!
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