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Dor

Vai perfurando,
A dor,
Violando os sentidos
Até ao broto cerrado,
Martirizado,
A que já chamei de coração.
Lá chegada,
Entra em casa
E pendura o casaco de espinhos;
Diz olá à solidão
E tira os sapatos.
Vem de longe
A dor
Que agora descansa
Pousando a cabeça
No meu peito.
Já tem o seu quarto,
A lâmpada acesa à noite,
E às vezes
Vem dormir comigo.
Sabe os meus prazeres,
Os meus ideais,
O meu preto e o meu branco.
A dor sabe o seu próprio porquê,
Já sabe o meu choro de criança
E já sabe o teu nome.
A minha dor,
Aquela velha e intrínseca dor,
Já tem aquele cantinho guardado,
Aquele espaço próprio,
O seu poço de pena que transborda.
E quando parte,
Rezo para que não volte
E fecho as portas e as janelas,
Mas ela aparece sempre,
A dor,
E vai perfurando,
Violando os sentidos
Até ao broto chagado
A que já chamei de coração

Submited by

segunda-feira, fevereiro 22, 2010 - 19:29

Poesia :

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Lucas

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Comentários

imagem de Henrique

Re: Dor

Quando se desabafa tristeza em poesia,
é uma alegria.

:-)

imagem de MarneDulinski

Re: Dor

LINDO POEMA, GOSTEI!

A DOR QUE AS VEZES É NOSSA AMIGA, AVISANDO-NOS QUE ALGO EM NOSSO ORGANISMO VAI MAL, CASO NÃO TOMEMOS NENHUMA ATITUDE, ELA VAI MINANDO NOSSO ORGANISMO, AO PONTO DE TOMARMOS UMA ATITUDE RADICAL, COM ESSA DOR QUE JÁ DEIXOU DE SER NOSSA AMIGA...
QUANDO É DOR DE AMOR, ATINGE NOSSO CORAÇÃO DIRETAMENTE, E AI NÃO PODEMOS NEM DAR CONSELHOS, POR SER ALGO SUBJETIVO, E SÓ NOSSA AMIGA RAZÃO PODE NOS AJUDAR!
Meus parabéns,
Marne

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