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O perdão mudou de casa...
Arranho o muro das minhas lamentações,
cravo as unhas até sentir os dedos castigados...
Mordo os lábios para não gritar...
Hoje sei q o sonho que me alicia,
é o mesmo q me repele...
As ilusões são vidros projectados contra a minha pele...
As forças abandonaram-me, deixaram-me a casa vazia,
partiram numa manhã fria qualquer...
E eu...
Eu deixei-me ficar...
Para trás, ou simplesmente atrás de ti...
Fugi, permaneci, morri..
Varri o soalho, devagar, lentamente,
eliminei as marcas dos móveis do sofrimento,
lavei as janelas do meu coração,
com a esponja do teu desprezo...
A lisonja do meu amor é o teu alimento...
Devoras-me, magoas-me, choras-me,
sufocas-me...
Perdoas-me amor?
Pelo mal que me provocas?
Perdoas-me?
És capaz?
Eu não me consigo perdoar mais...
Inês Dunas
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Comentários
Re: O perdão mudou de casa...
Inês,
Um poema intensamente triste, metáforas belamente empregadas, num contexto trabalhado e pensado.
É sempre um prazer ler-te.
Beijos
Re: O perdão mudou de casa...
Um caminho nem sempre fácil essa chegada ao muro das lamentações. Há formas de perdão, que mais não são do que meros sonhos devorados à nascença. Ser-se e não ser amor em vão, é vermos os outros com novos olhares e falar-lhes através da única voz do amor - a do coração
Gostei do teu poema
beijo
Dolores Marques
Re: O perdão mudou de casa...
LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
MAS DIZEM QUE QUEM PERDOA, TEM QUE SE PERDOAR TAMBÉM!
Meus parabéns,
Marne
Re: O perdão mudou de casa...
Lindo e sentido poema, chega a doer o coração na leitura, me transporta para esta casa em que o perdão não mais mora...Lindíssimo, abraços