"Sobra de Mim"

 - Vai-te!
- Exclama a voz que sobra de mim.
- Vai-te daqui para o raio que te parta! Vai-te. Desaparece.
- Nada mais me restava senão imitar o mais desgraçado e limitar-me ao sótão, onde a paz me evadia e mesmo que de fome me matasse, sempre tinha um balde de urina e uma reste-a de lembrança como companhia.
Passeava-me pelos lençóis, entre noites e dias sem reconhecimento. O sol? Esse não nascia para mim. A lua sim… Tanto me acompanhava com desdém e sem gemidos, caminhando os véus do pensamento, da minha Alma e de todos os meus sentidos.

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Monday, October 22, 2012 - 23:21

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