A MINHA ILHA

A minha Ilha

 

 

Estive mesmo ali naquele paraíso entre a terra e o mar,

Numa ilha da forma linda de um altar,

Que a mãe Natureza me ofereceu tão linda como uma rosa,

E por isso mesmo este lugar tem o nome de Ria Formosa.

 

Estive ali sentado numa duna a contemplar o mar,

A ouvir a música das ondas no seu tranquilo sussurrar,

Numa dia ameno de Setembro quase Outono,

E eu senti – me por pouco tempo, desta ilha o seu dono.

 

Num lado, ali estava a linda, a majestosa a Formosa Ria,

Onde a água do mar lá para cima corria, corria,

Sem se ouvir o mais pequeno sussurrar,

E no outro, também majestoso, imenso e grandioso, o mar.

 

O vento nem sequer bulia, o silêncio era gostoso,

Até me apetecia meditar, eu sentia – me vaidoso,

Por me encontrar num paraíso tão reluzente,

Onde estava eu, mas o meu pensamento estava ausente.

 

Dali, daquele lugar, via – se a serra quando olhava para norte,

Eu sentia – me uma pessoa neste lugar cheia de sorte,

Depois, olhava para Sul e ali estava ele, o imenso mar,

E no meu pensamento até parecia que estava a sonhar.

 

O verde dos pinheiros mais a Sul desta linda Ria Formosa,

Despontava um tufo de verde nesta Ilha de Tavira, maravilhosa,

Para poente e no meio deste paraíso, tudo estava colorido,

De plantas rasteiras, nascidas da areia deste pequeno paraíso.

 

Atravessei a Ria Formosa para ir embora,

Mas nada, mesmo nada, me apetecia de sair dali para fora,

Olhava com saudades para Sul e via o imenso mar,

No meu pensamento levava a Ria formosa para eu sonhar.

 

 

 

                                                                        Tavira, 5 de Setembro de 2010-Estêvão

 

 

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Tuesday, April 2, 2013 - 10:56

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José Custódio Estêvão

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