É desta missão de cifra que sou e padeço…
![]()
Minha simplicidade veio e acabou,
Não me brindei brinquedo, bar fronteiriço
Doutra lógica dimensão a que não vou.
É desta missão de cifra que sou e padeço
É dela e do epígrafo que me meço, pensá-la
É imaginá-la de dentro, soo-me a desfavor do projecto,
Como uma leal bofetada a ressoar em pleno
Peito, lenta e repetida, autentica, crível
Creio-a real e é-me devido crer no que acaba
(Temporário sacerdócio de existência do ser)
A minha simplicidade veio e acabou. Sem facho,
Estive corpo presente no santuário, me cerca
A hora de pertencer à intenção que inspiro. Sinto
No despido corpo, em tudo igual ao pó, eu só.
Reconheço a loucura só de a ver sorrir, pelo tom,
Que chorar me faz falta, por cínico que seja eu,
Sei que choro e acabo esquizofrénico d’o sentir
Mesmo que o meu chorar seja a rir do afinal
Das coisas que, nem têm sentir, apenas conveniência
Meias, entre lidos sinais, ilusão provada do meu pensar.
(É desta missão de cifra que sou e padeço…)
Joel Matos (10/2014)
http://namastibetpoems.blogspot.com
Submited by
Ministério da Poesia :
- Login to post comments
- 3872 reads
Add comment
other contents of Joel
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/Aphorism | não tarde | 0 | 8.640 | 11/19/2010 - 18:16 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | fecha-me a sete chaves | 0 | 7.502 | 11/19/2010 - 18:16 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | inventar | 0 | 10.701 | 11/19/2010 - 18:16 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Dedicated | professas | 0 | 10.634 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | amor sen'destino | 0 | 16.517 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | andorinhão | 0 | 11.011 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | sentir mais | 0 | 8.871 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | palabras | 0 | 13.017 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | A matilha | 0 | 10.834 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | ao fim e ao cabo | 0 | 8.585 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | o bosque encoberto | 0 | 9.509 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | nem teu rubor quero | 0 | 8.513 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | em nome d'Ele | 0 | 10.353 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | Troia | 0 | 10.778 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | desabafo | 0 | 12.330 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | Inquilino | 0 | 15.493 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | Pietra | 0 | 16.616 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Aphorism | não cesso | 0 | 11.892 | 11/19/2010 - 18:13 | Portuguese |






Comments
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Sei que choro e acabo
Sei que choro e acabo esquizofrénico d’o sentir
Mesmo que o meu chorar seja a rir do afinal das coisas
Sei que choro e acabo
Sei que choro e acabo esquizofrénico d’o sentir
Mesmo que o meu chorar seja a rir do afinal das coisas
Sei que choro e acabo
Sei que choro e acabo esquizofrénico d’o sentir
Mesmo que o meu chorar seja a rir do afinal das coisas
É desta missão de cifra que
É desta missão de cifra que sou e padeço
É dela e do epígrafo que me meço
Minha simplicidade veio e acabou,
Minha simplicidade veio e acabou,