Humano-descendentes
Humano-descendentes
São concomitantes as falhas na luz nos espíritos de cada um de nós com a falta de almas evidentes e com luz que não seja intermitente, existências exógenas, sem progresso nem aprendizagem neste vago universo, tão em voga, tão falado como tema contemporâneo, o baldio rasteiro transforma-se em ambiente pantanoso e pouco sadio, pouco culto e é onde infelizmente se instalam nas lixeiras sujas as porcas seitas, deslavosas e pavorosas imundices que se propagam e propagueiam, pavoneiam com as mais rafeiras, reles intenções, se extinguem as luzes da ribalta e invertem cultas leis, cânones sagrados “per saecula saeculorum”, por tempos infindáveis, fez-se “tabula” rasa de princípios profundos, endógenos, seculares e saudáveis de coeva convivência com o nosso edificado condómino, o planeta, o sistema astral, a mãe Terra. Os fins julgados convenientes são o abastecimento de riqueza infinita a alguns em prejuízo das colossais maiorias que nem o sustento mínimo conseguem alcançar, mante-los exclusivamente focados na mera manutenção da continuidade, na fraqueza dita evangélica, seja talvez e é porventura um propósito objetivo maior e não mera casualidade ou apenas ganancia simples pelo poder, mas o perpetuamento da sujeição, da obediência cega de muitos no interesse dos muito poucos, de alguns seres “in substantivos”, nada obstante agregarem miséria e morte, ingratas ao toque mas que se palpam constantemente, consistentes se cheiram nos umbrais nauseabundos das mansões e nos portões das residências de luxo de cardeais e bispos mal ordenados, apinhados de defuntos mortos e moribundos não apenas de consciência, total é o genocídio, bárbaro, desumana perpetuação do poder maligno, perverso de algumas minoritárias e suínas seitas sobre todos nós, descrentes, pouco sólidos em nós mesmos, culpados humano-descendentes.
Jorge Santos (23 Fevereiro 2021)
Submited by
Poesia :
- Login to post comments
- 7840 reads
Add comment
other contents of Joel
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/General | Sal Marinho, lágrimas de mar. | 23 | 1.271 | 12/11/2025 - 21:11 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O sonho de Platão ou a justificação do mundo | 20 | 1.566 | 12/11/2025 - 21:11 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Horror Vacui | 34 | 965 | 12/11/2025 - 21:09 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Dramatis Personae | 20 | 1.284 | 12/11/2025 - 21:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Adiado “sine die” | 20 | 1.597 | 12/11/2025 - 21:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | “Umano, Troppo umano” | 21 | 516 | 12/11/2025 - 21:07 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Durmo onde um rio corre | 20 | 901 | 12/11/2025 - 21:06 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Deito-me ao comprido | 33 | 1.730 | 12/11/2025 - 21:05 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Me dói tudo isso | 16 | 1.445 | 12/11/2025 - 21:04 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | “Ave atque vale” | 31 | 2.209 | 12/11/2025 - 21:03 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Da interpretação ao sonho | 23 | 1.486 | 12/11/2025 - 21:02 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Meu, sou eu | 18 | 1.297 | 12/11/2025 - 21:01 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Todo eu sou qualquer coisa | 29 | 603 | 12/11/2025 - 21:00 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Atrai-me o medo | 18 | 876 | 12/11/2025 - 20:59 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Esperança perdida. | 16 | 949 | 12/11/2025 - 20:59 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Parece que me dividi | 14 | 384 | 12/11/2025 - 20:58 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Do exílio não se regressa | 13 | 1.207 | 12/11/2025 - 20:57 | Portuguese | |
| Poesia/General | Não fosse eu poesia, | 16 | 1.783 | 10/29/2025 - 18:41 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Ricardo Reis | 61 | 5.645 | 10/28/2025 - 18:16 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Notas de um velho nojento | 29 | 6.864 | 04/01/2025 - 09:16 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Insha’Allah | 44 | 4.695 | 04/01/2025 - 09:03 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | São como nossas as lágrimas | 10 | 3.954 | 04/01/2025 - 09:02 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Recordo a papel de seda | 19 | 2.526 | 04/01/2025 - 09:00 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Duvido do que sei, | 10 | 2.684 | 04/01/2025 - 08:58 | Portuguese | |
| Poesia/General | Entreguei-me a quem eu era | 10 | 2.384 | 04/01/2025 - 08:56 | Portuguese |






Comments
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura
obrigado pela leitura