Casa de poeta

E tudo para mim é quase nada.
Quero viver, todos os vão momentos como se fossem o ultimo.
Serei o primeiro a chegar antes da hora marcada,
Apenas não serei pontual para a morte.

A lubricidade na virgem existente,
Faz-me balbuciar em versos,
Arremesso-me em meus pálidos receios,
Que virgem é esta, se não meus próprios poemas?

Ficou em minha carne uma nódoa do passado,
Assim como a vida não tem sentido sem amor,
Ou como é impossível o poeta nunca ter sofrido,
Neste mundo do improviso estou à procura de um amigo.

Faça-me partir deste ponto de fuga,
Qual destino? A poesia me transporta.
Aos olhos de quem, a ouvidos incertos,
Desejo me encontrar, na casa de poetas.

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Friday, December 11, 2009 - 18:16

Poesia :

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clayton

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Comments

RobertoEstevesdaFonseca's picture

Re: Casa de poeta

O WAF é uma casa de poetas. Mas a casa referida no poema é subjetiva, ela significa mais propriamente um ponto a situar-se.

Parabéns pelo lindo poema.
Um abraço,
REF

FlaviaAssaife's picture

Re: Casa de poeta

Clayton,

"aça-me partir deste ponto de fuga,
Qual destino? A poesia me transporta.
Aos olhos de quem, a ouvidos incertos,
Desejo me encontrar, na casa de poetas."

Belos versos! :-)

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Re: Casa de poeta

Lindo Flavia, que possamos encontrar-nos em casa de poetas. Abraço amiga!

Analuz's picture

Re: Casa de poeta

"Neste mundo do improviso estou à procura de um amigo."
Gostei disso! Abraço!

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Re: Casa de poeta

Obrigado amiga, vivemos a poetar num mundo de improvisos, mas nos alegramos quando encontramos amigos.

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