Ao eu-lírico
Toda vez que um verso se fez possível
me fiz omisso a cada bom leitor,
que leu e não enxergou o que é adornado
em toda estrofe: um excerto horrível;
tão indizível como é a imane dor...
E ao se existir em cada coleção
o verso pulsa dor, intervalado
e, concomitante, o coevo humor
- tal como o tufo e infarto coração -
palpita as mãos, entope-as de recados...
Recado este que sai nas entrelinhas
fugaz, que acarinha se só ao fundo
pelos breves minutos enquanto escrevo
e sei que já, muito ao mundo, me devo
e já me doo, às almas que se alinham
e assim me alinho em mim, por um segundo...
E torno-me astro deste Universo
num uno verso, em leve purgação
que faz o seu caminho - em alinhamento -
sua paz, de ser poeta, em um só momento
este rapaz sedento em coração
que infarta por saber-se réu confesso
e se morre poeta, em cada verso...
----------------------
Osvaldo Fernandes
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Comments
Re: Ao eu-lírico
Belo, triste,arrancado
do peito...
Amo ler todos todos os
teus poemas, mas dói-me
o coração quando falas
tão triste assim.
prefiro "brincar de porradinha".
Sorria poeta, sorria.
alimenta tua alma com teus versos...
bjs :-(
ps: no meu perfil está meu blog,
faz uma visitinha, serás bem vindo.
Re: Ao eu-lírico
BELEZA PURA, GOSTEI MUITÍSSIMO!
E torno-me astro deste Universo
num uno verso, em leve purgação
que faz o seu caminho - em alinhamento -
sua paz, de ser poeta, em um só momento
este rapaz sedento em coração
que infarta por saber-se réu confesso
e se morre poeta, em cada verso...
Meus parabéns,
MarneDulkinski