Um novo ar
É o desejo de quem inspira
O poder da respiração expirado
Num jogo de palavras mal acado
Sim! Isso é que é
Rompante do diafragma acelerado
Com os alvéolos pulmonares abastecidos
È! Insisto em apontar
Para os neurônios da mente, o trabalho
De livrar a própria mente do ócio borralho
Os dedos calejados pedem inovação
Quando não, as digitais
Criminalizam o abuso do óbvio
As glândulas acumulam hormônio,
Os rins filtram o sangue
Intestinos absorvem o essencial,
A sobra é descarte. Percebe?
Como somos amigos da sinestesia
Adoradores da periodontia, psiquiatria...
Como gostamos de vestir o ego
Com a roupa de gala, reservada ao advento
Dos "olha-me! Olha-me!", olho-me, Narciso!
Rosa vermelha despetalada...
Deliramos com a narina sangrada
Adoramos a euforia
Descartamos a nevralgia
Ácido acetil-salicílico é laranlada
Cigarro Canabis Sativa, a retaguarda
Antes um novo, ainda é tempo
De sorrir e falar, afastar os unguentos
Antes é hora, pular de alegria
Sem que a causa do pulo seja a mania
Bipolar é a mãe, a avó e a vizinha
Eu sou autêntico; pessoa sozinha
Mais-valia da causa, minha serventia
O ar é meu lar, meu cair e levantar
O ar é meu par, mal saí, vou entrar
A moeda da vida é lançada
Quem compete, perde. Quem aguarda, assiste
A moeda da vida a mostrar
Que vence quem é, altera a passada e vai
Por aquele caminho - a autenticidade
È tempo de ser; de mudar e seguir
É tempo de entender: sou feliz ainda assim
O ar também muda...
Mudemos então de primeiro o nosso próprio ar.
Medito, não sei se acredito!
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Poesia :
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Comments
Re: Um novo ar
LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
È tempo de ser; de mudar e seguir
É tempo de entender: sou feliz ainda assim
O ar também muda...
Mudemos então de primeiro o nosso próprio ar.
Meus parabéns,
MARNE
Re: Um novo ar
Como somos amigos da sinestesia
Adoradores da periodontia, psiquiatria...
Como gostamos de vestir o ego
Com a roupa de gala, reservada ao advento
Dos "olha-me! Olha-me!", olho-me, Narciso
Robson, um bom poema com um novo look.
Um ar que se respira mais limpo onde as imagens criam um novo modelo, num registo mais pragmático e conciso
Mudar de ares é mudar a sinestesia, começando pelas nossas palavras que são o alvo exacto de um pensamento elevado.
Adorei ler
Favorito
Beijo
Matilde D'Ônix
Re: Um novo ar
Parabéns pelo belo poema.
Gostei.
Um abraço,
Roberto
Re: Um novo ar
É UM BOM VERSO. ESTAMOS NO CAMINHO CERTO DA VIDA SER DIVIDIDA POR TUDO E POR NADA. APRENDEMOS DE SEGUIDA.
BOA FACULDADE DE DIVIDIR O MUNDO ASSIM COM A ESCRITA.
OS TEMPOS SÃO SEGUNDO OS MUNDOS.
ABRAÇO ROBSON.
AMANDU