S(O)UCINTO

Esquece tudo o que foi dito
Nada quero e nada sou.
Só espero que depois disto
a pedra opaca não vire pó.

Soubessem disto, só visto!
Sol ascendente, curva, cipó.
Corda, corrente, areia, xisto,
todas as notas de si a dó.

Nada digo. Tudo sai por escrito
o que de sucinto eu sinto.
Tinto, branco ou absinto,
Garganta em aperto, um grito.

Esquece tudo o que foi dito,
nada quero e nada sou.
Sou feita de tudo isto
e tudo isto é isto só.

O meu primeiro poema feito para ser musicado. contudo, já tem dono, :-)

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Sunday, March 21, 2010 - 01:06

Poesia :

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Patrícia Taz

Patrícia Taz's picture
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Comments

marialds's picture

Re: S(O)UCINTO

Lindo, parece-me um recomeço de amor.
Destaco:

"Esquece tudo o que foi dito
Nada quero e nada sou.
Só espero que depois disto
a pedra opaca não vire pó."

O imagino musicado em ritmo brasileiro, vai ficar lindo.
Gostaraia de ver o video se possivel for.
Parabens!

Henrique's picture

Re: S(O)UCINTO

Nada digo. Tudo sai por escrito
o que de sucinto eu sinto.
Tinto, branco ou absinto,
Garganta em aperto, um grito.

Poema bonito, gostei de ler! :-)

angelalugo's picture

Re: S(O)UCINTO

Olá poeta

Tuas quadras estão lindas em
especial para mim esta...

Nada digo. Tudo sai por escrito
o que de sucinto eu sinto.
Tinto, branco ou absinto,
Garganta em aperto, um grito.

Os gritos soam dentro do peito
num aperto...

Beijinhos no coração

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