Espécie extinguida à continuidade

Falo-te da escrita, menina
Dessa linda a mostrar-se a todos

Falo-te de todos, mania
E tudo que digo é a ti, maravilha

És perfumada, vida minha
E guarda das porções de ti, insensatez de mim

Sabes, senhora vil
Até ontem eu estava bem, benigno
Feito a mostrar-me a ti, assim...

Com essas fábulas, parábolas
Matemáticas exauridas, números elevados a si
Fórmulas criadas a quem, senão ninguém?

Sim, ninguém compreende a razão da loucura
Ninguém, sabes... Sinto-me este alguém

Agora, companhia fria
És feita a extinção da galardia
Promoves, poesia, a continuação da letargia

Poesia estática, feres a minha ordem acrobática
Poesia insossa, leve-me àquelas mãos daquela moça

Larga-me na floresta anterior ao teu deserto
Deixe-me jogado em um mato, vários mato por ti

Vários foram os motivos que fizeram eu te querer

Agora, tarde, quase noite
Menina minha, poesia
Já cansei-me de defender-te

Cansei de finalizar-te
Cansei... Cansei... Inexista!
Persista em mim, ó Niilismo!

Persista por mim, meu bom amigo
Estou na lista que listo

Sou a espécie que morre, feito à continuidade!

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Friday, March 26, 2010 - 20:03

Poesia :

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robsondesouza

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Comments

nunomarques's picture

Re: Espécie extinguida à continuidade

Larga-me na floresta anterior ao teu deserto
Deixe-me jogado em um mato, vários mato por ti

Belíssimo poema Robson

Abraço
Nuno

Henrique's picture

Re: Espécie extinguida à continuidade

Larga-me na floresta anterior ao teu deserto
Deixe-me jogado em um mato, vários mato por ti

Vários foram os motivos que fizeram eu te querer...

Fantástico poema!!!

Matemáticas sentimentais!!!

Ilógicas!!!

:-)

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