O PASSAGEIRO

[size=medium]O velho vulto no porto é um passageiro a árvore dos medos uma pensão há uma face da lua a sucumbir à razão. De um lado o palácio do outro a nação. O encontro com o destino fica a um minuto do presente e a cada dia se torna maior a distância quando perto um riso um desdém é um aquém seco certo. Sendo esta a humanidade entre a vida e a morte não há mais nada a conversar.

À obscuridade pinte-se…
A liberdade é;
Somos a fotossíntese

Posso parar nos teus olhos ir e ficar. Por isso estranho nestas cidades de néon o desencontro dos lúcidos que a cruzam. Nunca quis ser abelha, não, definitivamente não, finjo-me o néctar que educa, o mel que nos adoça o paladar. Por tanto fingir penso ficar. Sendo a liberdade um direito, ela não existe sem te amar.[/size]

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Thursday, July 22, 2010 - 08:19

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AlbertoFerreira

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Re: O PASSAGEIRO

Lindo...
A liberdade que educa sendo néctar e mel. Que seria da colméia sem as simples operárias?
Liberdade e amor. T'aì um bela premissa.

"Se um dia desconfiares do que vive, se é paixão ou amor. Olhe a liberdade, se ela levantou asas e voou assustada. É paixão. Só o barulho da paixão faz a liberdade voar. Quem sabe o coração se aquieta, em silêncio canta, a liberdade não mais se espanta e o amor pode em fim reinar?

Beijos.

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Re: O PASSAGEIRO

"Só o barulho da paixão faz a liberdade voar"

sendo isto polemico, terá alguma verdade com certeza
sendo a paixão o preliminar alimento do amor
E o prolongamento do amor que talvez não exista sem a paixão, agora tem uma contra-indicação é que se fica careca mais cedo,rs.

beijo, Ana

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