Vultos
Tão breve quanto a luz que nasce dos teus olhos
E sim, chegaste tão tu
Tão somente virgem e inalterável
E eu, fiquei a ouvir-te
Sentada no morro que me sufocava
Reorganizando-me
E concentrando-me
Nesse sonambulismo grotesco
Nessa masmorra sinuosa
Onde as ideias te sangravam a mente
Galguei muros, e imbui-me de foros novos
Mas não atingiste a verdade dos meus olhos
E caíste do alto
Como pedra acossando os lobos
E abalaste pelos matagais
Adentro de uma imensa conjuntura
Onde os momentos se declinam
Por verem um mundo inteiro a cair no vazio
Por fim assomaste-te o inverso da única certeza
Que há em nós
Militantes de uma guerra há tanto tempo esquecida
Mas eu não me evadi
Queria saber de ti
Entrar no teu círculo
Saber-te na tua fantástica viagem
Aos confins de um mundo
Que já foi teu
E que agora me queres doar
Sem dívidas a cobrar
Confundi as cores dos teus olhos
E não atingi a tua verdade
Aquela que rolava pela tua face rubra
De ódio contido onde os vultos se escondem
Submited by
Poesia :
- Login to post comments
- 2418 reads
Add comment
other contents of ÔNIX
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
|
|
Fotos/Painting | Flor de Lotus | 1 | 1.926 | 03/07/2010 - 16:45 | Portuguese |
|
|
Fotos/Faces | Eu | 1 | 2.584 | 03/07/2010 - 12:03 | Portuguese |
|
|
Fotos/People | Dilema | 1 | 2.513 | 03/07/2010 - 12:02 | Portuguese |
|
|
Fotos/Painting | Mandala de flores | 1 | 1.819 | 03/07/2010 - 11:47 | Portuguese |
|
|
Fotos/Painting | Mandala | 1 | 2.937 | 03/07/2010 - 11:46 | Portuguese |
|
|
Fotos/Cities | Docas do Poço do Bispo - Lisboa | 1 | 3.341 | 03/06/2010 - 18:37 | Portuguese |
|
|
Fotos/Cities | Abel Pereira da Fonseca | 1 | 2.626 | 03/06/2010 - 18:36 | Portuguese |
| Poesia/Dedicated | Contagem Crescente | 14 | 2.074 | 03/04/2010 - 12:51 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | É o Meu Sonho | 6 | 1.417 | 03/04/2010 - 12:09 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | A Outra Face do Mundo | 5 | 1.605 | 03/04/2010 - 11:45 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Vozes Soltas | 4 | 1.533 | 03/03/2010 - 18:16 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Vida Viva | 14 | 1.929 | 03/03/2010 - 16:01 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Sinais Escritos na Palma da Mão | 4 | 2.653 | 03/03/2010 - 14:35 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | Esperarei Por Ti (à Isabel Pinto) | 7 | 2.135 | 03/03/2010 - 09:10 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | De Loucos Todos Temos Um pouco | 3 | 2.230 | 03/03/2010 - 02:49 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | Contra-senso | 5 | 1.903 | 03/03/2010 - 02:21 | Portuguese | |
| Poesia/Friendship | Procuro Por Ti | 5 | 1.994 | 03/02/2010 - 19:39 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Inconstâncias | 3 | 2.575 | 03/02/2010 - 19:27 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Realidades Alternativas | 7 | 1.532 | 03/02/2010 - 18:00 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Correntes do Pensamento | 5 | 1.885 | 03/02/2010 - 17:12 | Portuguese | |
| Poesia/Sadness | Nos Momentos de Cansaço | 2 | 2.082 | 03/02/2010 - 17:06 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | A Chama do Mundo | 5 | 1.671 | 03/02/2010 - 15:46 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Passagem Secreta | 7 | 2.182 | 03/02/2010 - 15:25 | Portuguese | |
| Poesia/Love | Essências | 3 | 2.212 | 03/02/2010 - 14:11 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Os Rios da Alma | 3 | 1.944 | 03/01/2010 - 21:28 | Portuguese |






Comments
Re: Vultos
"Mas não atingiste a verdade dos meus olhos
E caíste do alto
Como pedra acossando os lobos
E abalaste pelos matagais
Adentro de uma imensa conjuntura
Onde os momentos se declinam
Por verem um mundo inteiro a cair no vazio"
Gostei muito de ler o poema.
:-)
Re: Vultos
Assegurei-me que te sacudirias
Tão breve quanto a luz que nasce dos teus olhos...
E sim, chegaste tão tu...
Nessa masmorra sinuosa
Onde as ideias te sangravam a mente...
Galguei muros...
Mas eu não me evadi...
Aos confins de um mundo
Que já foi teu...
E não atingi a tua verdade...
Vultos se em sombra mas!!!
O encontro da alma ainda em procura de uma metade que não foi inteira!!!
Adorei este poema Ônix!!!
:-)
Re: Vultos
Há tempos não lia o sentimento que sua poesia escreve em mim.
Abraços,
Alcantra
Re: Vultos
Nas palavras se tropeça, nas essências se erra. A percepção engana, a razão atordoa e nem sempre analisa bem...chegar à verdade do outro pode ser mais arduo que escalar Anapurna. E no entanto, não tentar é recusar experimentar.
Mesmo que a verdade no fim não seja mais que um vulto distante ou um fantasma de ódio.
Re: Vultos
Querida poeta,
Creio que estes versos como que resumem todo o poema. A ilusão criada pelos nossos olhos, o mundo a cair no vazio, e a conclusão final, a lição. Para ler e viajar...
Beijinhos,
Clarisse