Sociedade Morta
Escondia-me atrás dos meus medos confusos e absurdos,
Eles eram “o meu escudo de coragem”. Só que sempre fui tão pobre,
Tão covarde e incapaz de pular para fora de sua proteção!
Nunca esgrimi a espada da bravura,
Nunca fui o guerreiro que perdeu o medo
Para achar no reflexo a valentia.
Hoje, estas antigas ferramentas de sentimentos estão podres,
Que ao largo alargo-me na excelsa criatura do devir.
Estou tão louco que minha boca não se cala,
Tudo que era tornou-se um calo
Que me sufoca a ponto de olhar para as pessoas
Neste tabuleiro de xadrez chamado mundo
E pular para fora do planeta até cair
No fundo do infinito.
Estamos presos nesta fétida bastilha.
Escutem os meus gritos!
A religião não passa de uma notícia!
Guilhotinados estamos na guilhotina da interpretação
E da influência dos que nunca estiveram num passado
Realmente distante para dizer o que é verdadeiro.
Todos achamos-nos a um fio da loucura,
Porém, quando rompemos este fio
Tornamo-nos loucos – para nós normais.
Aqueles que pensam serem deuses da lei
São apenas escravos da lei.
Somos frutos de uma criação medíocre.
Submited by
Ministério da Poesia :
- Login to post comments
- 2221 reads
other contents of Alcantra
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Disillusion | Cama sartriana | 2 | 2.305 | 08/08/2009 - 00:53 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Ópium fumando Maio | 4 | 1.273 | 08/05/2009 - 20:05 | Portuguese | |
| Poesia/Erotic | À sorrelfa | 3 | 1.649 | 08/05/2009 - 16:08 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Leitmotiv | 1 | 1.828 | 08/05/2009 - 15:22 | Portuguese |






Add comment